A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira
Enviada em 07/09/2019
A santa e heroína francesa Joana Darc é reconhecida como um símbolo da luta feminista por igualdade no ambiente de trabalho, visto que Darc ultrapassou a barreira do preconceito, sendo a única mulher guerreira em um exército exclusivamente masculino. Paralelamente, as mulheres brasileiras também enfrentam preconceitos no ambiente de trabalho, em especial na área do empreendedorismo. Dessa forma, cabe analisar a importância do empreendedorismo feminino e os problemas enfrentados, no qual ocorrem devido não só à visão machista que se tem da mulher, mas também pela falta de medidas governamentais que inibam a desvalorização feminina.
Em primeiro lugar, a estrutura social formada na sociedade brasileira desvaloriza a mulher e suas habilidades profissionais. Isso pode ser verificado na literatura romântica, em que a mulher era idealizada de forma pura, dócil e submissa ao homem forte. Diante desse preocupante fato, a mulher está no imaginário de grande parte da população como um indivíduo frágil e incapaz de realizar funções de liderança e inovação, o que as deixam impossibilitadas de ocupar determinados cargos na empresa. Desse modo, o fortalecimento feminino pelo empreendedorismo corrobora para quebrar estigmas e preconceitos da sociedade patriarcal.
Em segundo lugar, a falta de medidas governamentais que valorizem o protagonismo feminino nas empresas impede as mulheres de formarem relações construtivas no mundo do negócio. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, é dever do estado garantir o bem-estar da população e atuar como agente regulador dos direitos e deveres. Nesse viés, a ausência de medidas do Governo que favoreçam o empreendedorismo feminino impossibilita a inserção das mesmas no mercado de trabalho, pois como na visão de Hobbes, é o Estado o único meio em que se pode garantir a igualdade em direitos na sociedade, o que torna suas ações indispensáveis para resolução da problemática.
Portanto, medidas são necessárias para alterar o cenário. Para que o empreendedorismo feminino possa romper com os preconceitos da sociedade patriarcal, urge que o Governo Federal incentive financeiramente o empreendimento das mulheres, por meio de linhas de crédito e financiamento com juros baixos. Ademais, a função do Governo indicada por Hobbes deve ser seguida, a fim de ser o Estado o promotor da igualdade de gênero, por meio da educação, que irá usar das aulas de sociologia para romper com o imaginário machista criado no romantismo. Somente assim, deixaremos para o passado a sociedade patriarcal e evitaremos que futuras mulheres guerreiras necessitem de se martirizar como Joana Darc.