A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira
Enviada em 16/10/2019
Sob a perspectiva de Oscar Wilde, escritor britânico, “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”. De maneira análoga, percebe-se que existe no Brasil, um desagrado do gênero feminino relacionado a sua inclusão no mundo do empreendedorismo, tendo em vista a sua notável capacidade técnica de gerenciamento. Dessa forma, urge que medidas sejam tomadas para amenizar a problemática, que é motivada não só pela curta sobrevivência de seus investimentos, mas também pelas barreiras impostas ao gênero no ramo dos negócios.
Convém ressaltar, a princípio, que as mulheres encontram muitas dificuldades em manter suas empresas. Segundo pesquisa do Sebrae, 50% das empresas são abertas pelo gênero feminino e somente 34% delas tendem a permanecer funcionando. Esses números representam a alta discriminação que é imposta às mulheres no ramo do empreendedorismo dificultando seu acesso ao mercado empresarial.
Igualmente, salienta-se as barreiras impostas ao gênero feminino em decorrência das diferenças remuneratórias entre os gêneros. Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho, afirma que a remuneração média feminina correspondia a 85% do salário dos homens no ano de 2017. Essa discrepância salarial muito se deve as outras atribuições que a sociedade diz ser exercida exclusivamente a mulher, como por exemplo, a maternidade e os afazeres domésticos, fazendo-se de justificativa para o não total comprometimento ao trabalho.
Em virtude dos fatos mencionados, não há dúvida de que é preciso que seja tomada uma iniciativa para mudar a questão. Por isso, as famílias na representação dos pais, devem ensinar as crianças a lutarem por condições dignas de trabalho, igualdade de direito e justiça, sem distinção de gênero, juntamente com as escolas, a fim de que seja reforçado todo ensinamento a ser compreendido pelos jovens. Nessa lógica, o intuito de tal medida é fazer com que a discriminação de gênero no mercado de trabalho e empresarial possa ser amenizado a fim de que as diferenças entre o homem e a mulher seja escoada da sociedade. Ação que, iniciada no presente, é capaz de mudar o futuro, em conformidade ao pensamento de Immanuel Kant que diz, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”.