A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 14/10/2019

Nação autárquica

Desde o início da Segunda Guerra Mundial, as mulheres ampliaram sua participação no mercado de trabalho devido a necessidade de mão de obra. Hodiernamente, há uma maior autonomia financeira feminina. Contudo, elas ainda enfrentam obstáculos para ocuparem o topo, devido à pensamentos retrógrados que persistem na sociedade, o que torna a conquista pela equidade ainda distante da realidade.

Primeiramente, a figura feminina só passou a ser inserida nos movimentos sindicais do Brasil na década de 1980, mas a igualdade jurídica perante aos gêneros só foi instaurada com a Constituição Federal de 1988. Assim, a mulher só teve maior autonomia para fundarem seus próprios negócios a partir desta data. Com isso, há uma atraso para o desenvolvimento do país, haja vista que possíveis empreendedoras, que poderiam fomentar e inovar o mercado interno, foram desestimuladas e barradas.

Em segundo lugar, o documentário do Netflix: “Absorvendo o tabu”, relata, em uma Índia rural e rodeada de estigmas sobre a menstruação, a conquista da independência financeira de mulheres por meio de máquinas de absorventes higiênicos de baixo custo. Entretanto, as barreiras socioculturais do Brasil, apesar de serem menores que as retratadas no filme, ainda prejudicam o gênero feminino. A representação do homem forte e autoritário está atrelada a imagem do sucesso. Porém, quando uma mulher ocupa um cargo de liderança e se impõe, é taxada de histérica e despreparada. Ademais, sua autoestima financeira é desestimulada, o que ocasiona uma certa insegurança em lidar com dinheiro de maneira autônoma.

É necessário, portanto, o estímulo ao empreendedorismo feminino, a fim de impulsionar uma forma diferente de pensar nos negócios. Assim como o projeto “Meninas Supercientistas”, organizados pela Unicamp, cujo intuito é incentivar meninas a serem cientistas, as universidades, juntamente com o Ministério da Educação, devem criar o “Jovens Empreendedoras”, promovendo educação econômica básica e autossuficiência financeira para elas. Com isso, se promoverá uma sociedade mais inclusiva, inovadora e diversa.