A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira
Enviada em 28/08/2019
Nas ultimas décadas as mulheres conquistaram grandes espaços no mundo. Dentre essas conquistas, destaca-se o papel notório na sociedade, como, exemplo, o aumento de números de profissionais mulheres com funções importantes na área da segurança, saúde e empresas privadas. As conquistas aumentaram, entretanto, é nítido que o machismo e o preconceito contra a mulher ainda existe e, junto a isso é preciso analisar essa postura negligente a sociedade.
É inegável que foi a partir da década de 1960 que as mulheres começaram a lutar pelo seus direitos, uma vez que houve vários movimentos feministas como Bra-Burning a fim disseminar a dominação imposta pelos homens e conseguir de fato a sua autonomia. Sendo assim, a mulher foi cada vez mais se empoderando e em virtude disso conseguindo tirar a visão que se mantém desde a colonização que a mulher tinha que ser submissa. Dessa forma, é preciso apontar que o gênero feminino está mais presente e atuante em varias âmbitos da sociedade, para exemplificar, de acordo com o levantamento mundial global Entrepreneurship de 2017 mostrou que mais da metade dos negócios aberto no ano de 2016 foi feito por mulheres, mas apesar disso o machismo ainda é um grande empecilho na vida dessas empresárias.
Outrossim é a consequência gerada por esse contexto. Segundo Durkheim o fator social é uma maneira coletiva de agir e de pensar dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de raciocínio, é ingênuo acreditar que não há discriminação pelo fato de ser uma empresa liderada por mulheres, visto esse impasse e para tentar auxiliar as brasileiras nesse processo, a Itaú criou um programa que surgiu em 2013 chamado Itaú Mulher empreendedora, no intuito de capacitar e ajudar ao desenvolvimento dos seus negócios.
Considerando o que foi mencionado, torna-se portanto necessário mudanças pra que haja a resolução desse impasse. Como disse o escritor Paulo Freire a educação muda as pessoas e essas transformam o mundo. Logo, é preciso que o MEC (Ministério da Educação) invista nas escolas palestras educativas com psicólogos sobre gênero, a fim de quebrar os paradigmas a respeito do preconceito a essa classe feminina, e assim promovendo uma igualdade de gênero. Outro ponto é, que a mídia aborde em novelas a realidade vivida pelas brasileiras, para que a população possa entender que misoginia no mercado de trabalho ainda existe, pois só assim irá fazer as pessoas refletirem os pensamentos machista e então mudar o comportamento para de fato conseguir ter uma sociedade mais igualitária para todos.