A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira
Enviada em 28/08/2019
O filme “Colette” retrata o preconceito sofrido pela escritora Gabrielle Colette, nos meados do século XIX em Paris, quando era impedida de publicar seus livros por ser mulher. Atualmente no Brasil, percebe-se que esse paradigma vem perdendo força em reflexo do aumento de mulheres empreendedoras - segundo dados da “Global Monitor 2017” e Sebrae. Dessa forma, convém avaliar a importância desse crescimento: como a valorização da mulher na sociedade e o empoderamento feminino frente ao estigma machista que ainda persiste no país.
Primeiramente, o empreendedorismo feminino no Brasil tem um papel fundamental contra sua inferiorização na sociedade. O pensamento aristotélico de categorização do ser coloca a mulher de modo subalterno e condicionado à obediência do homem, com a alegação da ausência da capacidade de decidir e ordenar no instinto feminino. Entretanto, tal pensamento se torna obsoleto quando se leva em consideração empreendedoras de sucesso no país - como Helena Luiza, dona da rede Magazine Luiza, a maior rede de eletrodomésticos do país.
Ademais, a figura feminina, representando papéis decisivos no país, é crucial para o combate ao machismo. É evidente que tal preconceito já se mostrava presente no Brasil ao longo de seu desenvolvimento, quando se nota que somente em 1932 foi concedido à mulher o direito ao voto. Tal estigma se perpetua no mercado de trabalho - no qual mulheres ainda ganham menos que homens em todas as áreas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Gestão e Estatística. Dessa forma, empreendedoras mulheres se tornam grandes modelos na luta contra a desvalorização da mulher no âmbito trabalhista.
Portanto, além dos avanços já conquistados, medidas são necessárias para melhorar a qualidade de vida da mulher no Brasil. Para extinguir a desigualdade salarial, urge que o Ministério do Trabalho, em parceria com o Ministério da Justiça, fiscalize empresas que adotam esta conduta, por meio de multas, a fim de diminuir a incidência desse tipo de injustiça. Também, o Ministério da Educação e Cultura mostre a importância da mulher ao longo da história humana em escolas - como a reconstrução da Alemanha após a II Guerra por meio das mulheres -, com a inclusão de palestras e seminários. Talvez assim, mulheres, como Gabrielle Colette, não tenham mais que enfrentar o ridículo machismo.