A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 28/08/2019

A partir de 1930, com a chegada Era Vargas, o sexo feminino conquistou o direito ao voto. Desde então, as mulheres ganharam mais destaque e alcançaram alguns prestígios na sociedade brasileira. Contudo, hodiernamente a desigualdade entre os sexos afeta as mulheres a ingressar e se manter no mercado empreendedor, em relação aos homens, seja pela continuidade da mentalidade machista, seja pela falta de recursos financeiros.

É indubitável que o pensamento machista ainda é a principal causa dessa problemática. Segundo Durkheim, em seu estudo sobre o fato social, concluiu que a maneira de agir e de pensar são baseadas nas memórias do indivíduo. Seguindo essa linha de raciocínio, é evidente que o machismo é uma barreira para as mulheres, visto que, esse gênero teve pouca visibilidade desde a formação das sociedades. Desse modo, a capacidade profissional é questionada principalmente no mercado financeiro.

Outrossim, a falta de recursos é outra barreira à falta da permanência no mercado empreendedor. Consoante Aristóteles, no livro ‘‘Ética a Nicômaco’’, a política deve garantir a harmonia na sociedade, logo se verifica que não há esse equilíbrio em relação aos salários entre os sexos, visto que no Brasil as mulheres ganham menos remuneração do que homens que ocupam o mesmo cargo; por isso elas têm mais dificuldades de empreender e investir no próprio negócio.

Entende-se, portanto, que a continuidade do pensamento machista e a falta de recursos financeiros são barreiras para o empreendedorismo feminino. Cabe ao Governo Federal incentivar financeiramente , como a diminuição de impostos, às mulheres que querem abrir o próprio negócio, com a finalidade de aumentar a visibilidade feminina no setor financeiro e romper pouco a pouco com o pensamento machista. Destarte, a harmonia imposta por Aristóteles poderá ser vista nesse setor no Brasil.