A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 21/09/2019

Desigualdade de oportunidades. Estereótipos negativos. Supremacia patriarcal. Entre os fatores que condicionam à exclusão do protagonismo das mulheres no mundo empreendedor, a constante negligência de tornar impossível a ascensão profissional, contribui para o distanciamento da efetivação de direitos previstos na Constituição Federal. Nesse sentido,  é necessário democratizar os espaços sociais e valorizar os papéis dirigidos pelo público feminino, a fim de viabilizar a importância da sua presença na construção de conquistas. Sob esse aspecto, é relevante compreendermos o real legado que a estrutura do machismo impõe  à sociedade brasileira.

Em primeira análise, a persistência da desigualdade de oportunidades no empreendedorismo coopera para a desvalorização do papel feminino no Brasil, hodiernamente. Desse modo, de acordo com a CONAJE, Confederação Nacional, 65% dos empresários são homens e,por sua vez, nota-se a predominância do grupo masculino como reflexo da precária realidade social, na qual é influenciada pela estrutura do machismo em que valoriza os estereótipos negativos de inferiorização às mulheres.Isso se evidencia não só pelo preconceito no trabalho, mas também por meio da construção de valores morais da sociedade herdados desde 1500 com a chegada dos portugueses. Sendo assim, é inadmissível que a cláusula cidadão, defensora dos direitos isonômicos, inviabilize a igualdade para todos.

Além disso, a supremacia patriarcal se destaca como um obstáculo para a importância da atuação das mulheres no mundo empreendedor. Consoante ao documentário ‘‘Explicado’’, da Vox Media, o crítico Rachel McAdams revela a disparidade entre os gêneros em que influencia a inserção feminina no contexto do mercado de trabalho. Como resultado, tal situação é analisada constantemente nos relacionamentos pessoais à medida que a ela busca se expandir no âmbito do trabalho, diversas empresas ou chefes as desqualificam por considerarem incapazes de exercer tarefas comuns, haja vista no século XXI prevalecer a ideologia do homem como indivíduo superior o qual torna decadente a realidade da sociedade brasileira. Por conseguinte, é preciso reverter esse contexto marcado pela desvalorização do papel  delas frente o desafio de incluí-las conforme os direitos civis.

Logo, é imperativo propor medidas para combater a exclusão feminina no empreendedorismo. Para isso, o Ministério da Educação deve criar políticas de oportunidades, por meio de projetos e normas, como a atuação de sociólogos e advogados em discussões acerca da inclusão da mulher no contexto do trabalho. Espera-se, com isso, atenuar a ideologia patriarcal e machista  ao estabelecer uma nova moral e, dessa forma, a Constituição Federal tornará possível a importância da igualdade para todos.