A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira
Enviada em 30/08/2019
Mesmo em períodos da história em que a mulher esteve vinculada somente aos afazeres doméstico, elas já empreendiam dentro do próprio lar, muitas vezes para complementar a renda. Na atualidade, com as mulheres ocupando mais lugares no mercado de trabalho e ainda sendo a principal referência na criação dos filhos, o empreendedorismo feminino se torna mais importante.
O empreendedorismo feminino sempre foi presente na sociedade e a mulher já exercia mais do que lhe era atribuído. A mulher era educada para cuidar da governança da casa e dos filhos e o homem para ser aquele que proveria a renda. No entanto, mesmo nessa época de estrutura rígida, há registros da importância da mulher no auxílio das finanças. Por exemplo, em Minha Vida de Menina, diário do século XIX de Helena Morley pseudônimo de Alice Dayrell, há diversos relatos em que as mulheres vendiam quitutes, ovos, serviços como lavar e passar para suplementar a renda. Helena relata que o trabalho de mineração do pai era cheio de inconstâncias e pouco lucrativo; além disso, o trabalho o obrigava a ficar muito tempo ausente. Consequentemente, a mãe e avó de Helena se viam encarregadas de suprir as despesas da casa. Assim, há tempos as mulheres estão encabeçadas em manter uma família e fazer muito mais do que cuidar dos afazeres domésticos.
Embora, na atualidade, a mulher possa ocupar todos os lugares, ainda recaí sobre ela a cobrança de liderança nas tarefas do lar e na educação dos filhos. Todas essas atividades sobrecarregam muitas mulheres e podem atrapalhar as suas vidas profissionais. Por conseguinte, elas podem ficar em desvantagem no mercado de trabalho em relação aos homens, pois devido às diversas funções adquiridas, principalmente a criação dos filhos, elas ficam menos disponíveis a cargos que exijam viagens ou que tenha uma carga horária extensiva. Exemplificando, a escritora Clara Averbuck relata que ao fazer uma entrevista para promover o seu livro teve de levar sua filha, ainda pequena, pois o pai da criança alegou não poder ficar com a menina por causa do trabalho. Logo, enquanto muitos homens se vêem no direito de optar entre família e trabalho, as mulheres empreendem e assumem sozinhas as responsabilidades da casa e dos filhos.
Diante do exposto, no passado como agora, a mulher empreende a fim de complementar a renda e para assumir os diversos papeis que caem sobre ela. Dessa maneira, o Ministério da Mulher deve promover em parceria com o Sebrae cursos específicos para mulheres que não possuem um emprego formal, mas complementam a renda da casa por meio de vendas de comida, artesanato, serviços para que elas saibam organizar as finanças e promovam seus negócios. Ademais, as o governo federal deve exigir que empresas, universidades, órgãos públicos tenham creches para funcionários.