A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 01/09/2019

“O segredo da mudança é concentrar toda a sua energia, não na luta contra o velho, mas na construção do novo”. Contextualizado a frase de Sócrates, é notável que, como uma construção social, o papel da mulher na sociedade foi o mesmo por muito tempo, sempre delimitado à esfera privada, focada somente em tarefas ligadas ao bem estar da família. Mas, a partir das Grandes Guerras, onde os homens iam à guerra, passaram a assumir e se introduzir no mercado de trabalho. O que deu início a um processo de mudança em suas prioridades: o empreendedorismo feminino, o qual inverte o papel da mulher, que foi estabelecida como coadjuvante, e a coloca como protagonista de sua própria vida com um trabalho importante e ativo na sociedade, quebrando paradigmas da história humana.

No Brasil, desde a década de 80, com a conquista da igualdade jurídica, as mulheres conseguiram mais espaço na esfera pública. Mesmo com um progresso notável, muitas delas ainda dependem financeiramente de seus maridos ou então encontram grandes desafios no mercado de trabalho. Além disso, num país onde a violência, moral ou física, contra a mulher, é quase epidemica, ainda existem problemas como a insegurança ou o sentimento de inferioridade em relação ao sexo masculino no meio sociopolítico.

No entanto, a luta constante contra a desigualdade faz com que a taxa de empreendedorismo feminino cresça a cada ano, o que tem forte impacto na economia e, principalmente, em como a mulher se vê diante a sociedade e vice-versa: algumas empresas contemporâneas, que se atentam ao bem estar dos trabalhadores e dos consumidores, tendem a ser lideradas ou buscar pessoas com habilidades que propoem uma gerencia saudável, que lidere não só com perspicácia, mas com intuição, inteligencia emocional e sensibilidade, que são características estabelecidas como femininas.

Levando em consideração esses aspectos, concluí-se que não se trata apenas do avanço da mulher em seu papel social, mas também do avanço da sociedade, que se desloca em direção a um patamar mais diverso, distanciando-se da hegemonia masculina e permitindo que haja a igualdade e independência para que cada um tenha, então, a liberdade de protagonizar a própria vida. Portanto, cabe ao governo, principalmente ao ministério da educação, investir em projetos interativos, como estágios, palestras ou financiamentos, que incentivem e iniciem mulheres, sejam adolescentes ou adultas, na área, visando o avanço, a redução do desemprego e da dependência econômica.