A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 02/09/2019

Promulgada pela ONU em 1948, a declaração universal dos direitos humanos garante a todos os indivíduos o direito à igualdade e ao bem-estar social. Entretanto, quando se observa a desigualdade de gênero entre homens e mulheres no Brasil, verifica-se que esse direito é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Nesse sentido, é imprescindível entender, então, a relevância que o incentivo ao empreendedorismo feminino pode ter na luta de milhares de mulheres pela efetivação da igualdade de direitos na sociedade.

Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Nessa lógica, é notável que o poder público não cumpre o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, uma vez que não proporciona as mulheres um acesso igualitário ao mercado de trabalho, o que caracteriza um desrespeito descomunal a esse público. A lamentável situação de vulnerabilidade à qual estão sujeitas as mulheres no meio mercantil é percebida pelo aumento de casos de assédio, demissões após licença-maternidade, exacerbada diferença salarial, que mostra o despreparo do Governo em lidar com os assuntos referentes a igualdade social dentro de sua nação. Dessa forma, uma abertura de comércio a população feminina torna-se cada vez mais essencial, contribuindo, assim, para mudar o cenário desigual presente no país atualmente.

Outrossim, o preconceito também configura-se um forte ponto negativo no incentivo ao empreendedorismo feminino. Tristemente, essa discriminação é reflexo da valorização de padrões criados por uma consciência coletiva que enxerga, na maioria das vezes, o sexo feminino como sendo frágil e incapaz. Assim, uma alteração nos valores da sociedade é fundamental par transpor as barreiras impostas ao gênero feminino dentro do âmbito social.

Diante do exposto, medidas fazem-se urgentes para resolver esse impasse. Para tanto, seria viável que o Governo Federal, por meio de uma maior destinação dos impostos arrecadados com a Receita Federal, criasse aulas de empreendedorismo nas escolas, por meio de aulas e palestras que discutissem não só sobre o mercado de trabalho, como também as desigualdades entre os gêneros presente nesse meio, objetivando formar futuros adultos mais conscientes sobre a luta de direitos. Ademais, cabe ao Ministério das Comunicações veicular propagandas que retratem a força feminina dentro do mercado de trabalho, no intervalo dos programas mais assistidos, visando incentivar o maior número de mulheres a empreender. Através disso, tratando causas e minimizando efeitos o Brasil irá evoluir de maneira mais humana e menos financeira.