A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 18/09/2019

O filme americano “Joy: o nome do sucesso”, é caracterizado por retratar a história de Joy - uma mulher inovadora no ramo do empreendedorismo - que inventou um esfregão de limpeza milagroso,o qual se transformou em um fenômeno de vendas nos Estados Unidos.Fora da ficção,na conjuntura contemporânea,é evidente a ascensão das mulheres no mercado de trabalho e a sua relativa contribuição para as relações socioeconômicas.No entanto,apesar desse avanço social,observa-se ainda obstáculos para a efetivação do público feminino nesse setor.Nesse contexto,urge analisar como o preconceito enraizado e a dupla jornada de trabalho impulsionam tal problemática.

Diante disso,em primeira análise,vale salientar que a discriminação da mulher no setor de negócios está intrinsecamente ligado ao patriarcalismo social.Nesse viés,desde o Brasil colônia a mulher é vista como sexo “frágil” e tendo como papel na sociedade a submissão ao homem e os cuidados dos afazeres domésticos.Hodiernamente,essa visão patriarcal vem sendo deturpada,visto que o público feminino cresce,cada vez mais,na área do empreendedorismo.Entretanto,o preconceito corrobora para a inferiorização da mulher nas atividades laborais devido aos pensamentos errôneos de que elas não são capazes de administrar um negócio e se desenvolverem nesse âmbito.Dessa forma,os prejulgamentos ao público feminino dificultam a sua inserção e autonomia no mercado de trabalho.

Outrossim,é válido ressaltar o trabalho duplo que o público feminino exerce tanto no ambiente doméstico quanto nos serviços laborais.Segundo uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,as mulheres trabalham cerca de 3,1 horas a mais que os homens diariamente.

Isso ocorre,sobretudo,devido à função matriarcal que esses indivíduos desempenham,na qual cuidam do lar e empenham-se nas atividades de trabalho.Assim,por não terem tanto tempo disponível para o empreendedorismo as mulheres se sentem inseguras em investir em um negócio próprio e,consequentemente,ficam suscetíveis a exercerem ofícios com baixa remuneração.

Infere-se,portanto,que é imprescindível medidas para promover o empreendedorismo feminino no âmbito social.Logo,cabe ao Ministério da Educação - órgão do Estado responsável pela formação civil - desenvolver palestras e debates nas escolas,desde o ensino fundamental,para que elucidem sobre a importância do papel social da mulher no setor empreendedor,uma vez que tais ações estimulam o senso crítico dos alunos.Isso deve ser feito por meio de professores de disciplinas didáticas,como Filosofia e Sociologia,a fim de desconstruir qualquer estereótipo imposto ao público feminino.