A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 19/09/2019

No seriado Vikings, pode ver um pouco sobre a cultura Nórdica, na qual historicamente a participação mulheres é mais expressiva, em relação ao restante da Europa, ou seja, elas lutavam, caçavam, não eram restritas aos ambientes domésticos, e como resultado dessa maior atuação feminina, países como: Noruega e Dinamarca hoje tem os maiores IDH’s do mundo. Dessa forma, percebe-se a importância da maior ação da mulher na sociedade, e no contexto brasileiro, o empreendedorismo feminino é de grande relevância, pois além de proporcionar mais independência para elas, também traz muitos benefícios para a economia nacional. Desse modo, deve ser incentivado.

Primeiramente, é importante notar que o Brasil tem o patriarcalismo muito enraizado na sua sociedade, e segundo Gilberto Freire - isso vem desde sua formação colonial. Dessa forma,  as mulheres ficavam restritas aos ambientes domésticos, e eram financeiramente dependentes de seus pais e maridos. Porém, esse comportamento é problemático, pois segundo reportagem do G1.com - a dependência financeira está diretamente ligada a violência doméstica - uma vez que sem opções, muitas mulheres não denunciam os agressores. Dito isso, nota-se a importância do empreendedorismo feminino como ferramenta de libertação financeira, no entanto para essa finalidade o machismo tem que acabar.

Além disso, o empreendedorismo feminino é de grande importância por conta de seu potencial de transformação econômica. A respeito disso, um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT),-revela que o aumento da participação das mulheres na economia injetaria mais de 300 bilhões de reais nos cofres nacionais- dinheiro esse que poderia ser direcionado para várias áreas, como: segurança, educação e cultura. Todavia, apesar dos inegáveis benefícios, as mulheres encontram muitas barreiras para empreender, ligadas principalmente ao machismo.

É preciso, portanto, que haja mais incentivo para a atuação das mulheres na sociedade. Desse modo, cabe aos Ministérios da Cultura e Educação lutar contra os estigmas machistas, por meio de investimento, lei rouanet, na produção cultural empoderadora, como músicas e filmes, e ainda as escolas, ministrarem aulas e palestras sobre a importância da igualdade de gênero. Além de, o Ministério da Economia melhorar as condições de empreendedorismo feminino, por intermédio de investimento na qualificação, cursos do SENAE e SEBRAE, e ainda promover redução na burocracia, com intuito de favorecer o empreendedorismo da mulher brasileira.