A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira
Enviada em 29/10/2019
O sociólogo Émille Durkheim afirmou que a sociedade pode ser comparada a um corpo biológico devido as partes que interagem entre si. Sob esse viés, para que esse organismo seja igualitário e coeso torna-se necessário romper com a mentalidade conservadora, a qual ainda impede a ascensão das mulheres na atual conjuntura. Dessa forma, o empreendedorismo feminino foi fundamental para promover a participação em atividades antes restritas aos homens, além de influenciar positivamente a economia, possibilitando a busca pela equidade social, conforme assegurada na Constituição de 1988.
Mormente,a série brasileira Coisa mais linda evidencia a sociedade machista da década de 50, a qual a personagem Malu enfrenta dificuldades para conseguir o financiamento e parcerias com o objetivo de abrir um restaurante, retratando os desafios do empreendedorismo feminino. Nesse contexto, fora da ficção, a realidade é semelhante, pois a ideologia conservadora enraizada alidada com a burocracia em criar um estabelecimento impede a ampla expressão das capacidades administrativas desse grupo, reforçando as desigualdades de gêneros. Consequentemente, esse mecanismo tornou-se essencial para a ruptura gradativa do cenário vigente, além de possibilitar a visibilidade do movimento feminista, proporcionando o organismo igualitário e coeso, do modo que idealizou Durkheim.
Ademais, o empreendedorismo feminino favoreceu o avanço da economia, uma vez que as mulheres apresentam nível educacional mais elevado em comparação aos homens, conforme dados do SEBRAE. Segundo a escritora Simone Beauvoir, na obra O segundo sexo, a mulher é considerada um homem imperfeito e indigna das ascensões sociais, apresentando a visão patriarcal desde a Grécia Antiga. Logo, é importante o incentivo a administração feminina, em razão da Carta Magna assegurar o direito a igualdade de participação de gênero, mas ainda não ocorreu na sociedade, necessitando da reformulação dos padrões impostos em relação a posição desse grupo no mercado de trabalho.
Dessarte, o empreendedorismo feminino é extremamente importante para romper os paradigmas conservadores e possibilitar a emancipação perante a sociedade contemporânea. Diante disso, o Estado, na figura do Poder Legislativo, deve promover a elaboração de um Projeto de Lei, baseado no incentivo eficaz do poder administrativo das mulheres, por meio da parceria com cursos profissionalizantes, como Senai e Sebrae, os quais ofereçam um planejamento detalhado com maneiras de abrir o próprio estabelecimento, além de ser ofertado em locais de grande movimento e em regiões periféricas, possibilitando a redução da burocracia e ao mesmo tempo o rompimento da mentalidade arcaica. Por fim, essas medidas têm a finalidade de garantir a participação feminina no mercado de trabalho de forma eficaz, conforme garanti a Constituição Federal de 1988.