A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 03/12/2019

O livro “Raízes do Brasil”, do historiador Sérgio Buarque de Holanda, retrata as problemáticas oriundas da formação brasileira, como a sociedade patriarcal. Por conseguinte, no atual Brasil, há desafios no que tange o empreendedorismo feminino, haja vista a transgressão histórica. Outrossim, cabe analisar a importância de empreender na modernidade líquida e as dificuldades encontradas pelas mulheres, para que medidas sejam efetuadas.

Primordialmente, é notável que o termo “empreendedorismo” refere-se à criação de empresas e negócios por indivíduos. Nesse ínterim, é possível parafrasear Zygmunt Bauman, filósofo polonês, e dizer que na modernidade líquida, isto é, século XXI, empreender é importante por se tratar de um reflexo das relações inovadoras da contemporaneidade. No entanto, há uma desigualdade de gênero nesse cenário, ao ter em mente a tardia inserção da mulher no mercado de trabalho, que só ocorreu, efetivamente, durante a Segunda Guerra Mundial (1938-1945).

Analogamente, dados do SEBRAE, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, mostram que os negócios fundados e liderados por mulheres são desfeitos com maior rapidez. Sob esse viés, há fatores que impulsionam essa realidade, como a cultura de liderança associada à imagem masculina, os afazeres domésticos vigentes na vida feminina e, não menos importante, o machismo histórico, o qual perpetua as desigualdades patriarcais. Logo, subterfúgios são essenciais diante dessa situação, para que haja um empreendedorismo igualitário.

Infere-se, portanto, que o Ministério da Cidadania deve criar um projeto chamado “Democracia empresarial”. Esse projeto visa a criar subsídios governamentais à empresas femininas, mantidos durante o primeiro ano, a fim de garantir suporte financeiro. Ademais, deve propagar campanhas midiáticas sobre a importância do empreendedorismo igualitário, com o apoio das próprias empresas lideradas por mulheres. Assim, por meio da ação estatal é possível combater a “raiz” do Brasil, o patriarcalismo.