A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira
Enviada em 13/03/2020
Foi durante a Primeira Guerra Mundial que a mão de obra feminina foi requisitada nos centros urbanos quando milhares de homens serviram a sua pátria nos campos de batalha do período. Desde então, a mulher, com muita dificuldade, tem se inserido em um mercado de trabalho carregado de disparidades entre gêneros refletidas em diferenças gritantes de oportunidade. Sob esse plano de fundo, o empreendedorismo surge como uma perspectiva para que a mulher brasileira use sua força de trabalho em busca por espaço na esfera trabalhista, assim como um mecanismo para driblar a crise do país.
Em uma primeira análise, é importante ressaltar que o empreendedorismo feminino contribui para a integração da mulher em um mercado de trabalho historicamente desigual. Uma prova disso é que o número de empreendimentos encabeçados por mulheres tem alcançado uma taxa significativa no Brasil, segundo a especialista no assunto Hilda Machado o número foi de 51,6 em 2016. Isso acontece porque, cada vez mais, mulheres tem se interessado em prestar serviços autônomos baseados em sua criatividade. Entretanto, é importante reconhecer que, embora o avanço alcançado, existem muitos obstáculos para a mulher ser reconhecida na sua individualidade em um espaço em que as vozes mais prestigiadas são as masculinas.
À luz do debate, é importante ressaltar que o empreendedorismo auxilia a mulher - assim como o público geral - a achar alternativas à crise brasileira, visto que se em um cenário econômico estável o corpo feminino já tem que encarar uma série de obstáculos, em uma economia frágil as mulheres são as principais atingidas. Isso porque, com o aumento da desempregabilidade,a criação de empreendimentos surge como alternativa às poucas vagas ocupacionais assalariadas. Exemplo disso foi o sucesso do empreendimento de decoração: Imaginarium que surgiu quando o dono resolveu abandonar seu antigo trabalho assalariado formal pela economia criativa.
Por fim, considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas de incentivo à valorização do trabalho feminino, assim como a criação e divulgação de cursos acerca da utilização da criatividade empreendedora em tempos de crise. Para isso, o Estado deve investir em publicidades conscientizantes acerca da necessidade da valorização da mão de obra feminina a fim de alcançar um mercado de trabalho mais igualitário. Ademais, cursos técnicos gratuitos das mais diversas modalidades devem ser disponibilizados pelo Governo Estadual a fim de estimular a criação de empreendimentos pelo corpo civil. Dessa forma, as mulheres do país poderão ter mais espaço na esfera trabalhista a partir da economia criativa.