A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 20/04/2020

O filme “Coco Antes de Chanel” retrata a história da estilista francesa Gabrielle Chanel, que revolucionou a Moda, representando uma amostra de empreendedorismo feminino, afinal, em meados da década de 1920, sua empresa empregava muitas pessoas. Todavia, no Brasil, a maioria das mulheres não detêm tais oportunidades e possíveis empresas de sucesso não são criadas. Assim, é necessário compreender como a carência de incentivos financeiros em mulheres e a ausência de visibilidade para as mesmas impede que o empreendedorismo feminino prospere no país.

Por certo, maior parte dos negócios no Brasil são fundados por homens. Desse modo, o jornalista Gilberto Dimenstein, na obra “Cidadão de Papel”, afirma que no Brasil as leis não são executadas, por conseguinte, na Constituição Federal consta que os direitos civis devem ser igualitários, mas, ao observar-se a justaposição do empreendedorismo masculino sobre o feminino percebe-se que há falhas na aplicação dos regimentos. Logo, faltam investimentos fiscais nas ideias de mulheres, como a concessão de créditos e isenção de impostos quando o negócio ainda está tomando forma. Em suma, com o descaso governamental, empreendedoras deixam de despontar e gerar fonte de renda para a sociedade brasileira.

Outrossim, na atualidade, inúmeras mulheres são chefes de família, sustentando seus lares e criando seus filhos. Ademais, um exemplo de mulher empoderada é a Tiana, personagem da “Princesa e o Sapo”, que é uma garçonete aspirante a proprietária de Cafeteria, trabalhando intensamente para alcançar seus sonhos. Contudo, fora dos filmes encantados, a realidade das brasileiras não é assim, afinal, há pouca visibilidade para as mesmas, detendo a possibilidade de umas inspirarem as outras e disseminar a ideia do potencial que elas têm para construir seu próprio negócio. Dessarte, suprimem-se convicções de que mulheres podem crescer financeiramente e sustentar seus lares de maneira autônoma.

Portanto, cabe às Prefeituras Municipais (cuja função é pensar no êxito dos cidadãos do município) a implementação de incentivos fiscais às possíveis empreendedoras. Porquanto, isso deve ocorrer por meio da isenção de impostos nos anos iniciais do empreendimento e, juntamente a isso, dialogar com os Bancos para que seja ofertado linhas de créditos específicos para as cidadãs, a fim de que elas tenham oportunidades de desenvolver-se e gerar riquezas para o país. Além disso, é preciso que a Mídia exponha em campanhas publicitárias mulheres agenciadoras, para que várias outras inspirem-se e despertem tal aspiração. Somente assim, brasileiras terão representatividade como Coco e sua marca Chanel, beneficiando toda sociedade.