A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 25/10/2020

Debate-se, com frequência, acerca da importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira, haja vista que ele é fundamental não só para o empoderamento feminino, mas também para a introdução de mais mulheres no mercado de trabalho e para a economia do país. Entretanto, há muitas adversidades e obstáculos que dificultam a plena participação do público feminino no setor empresarial. Isso se deve, principalmente, a pressão social e preconceito sofrido pelas empreendedoras no que cerne aos seus “deveres familiares”. Somado a isso, o sexismo ainda presente na sociedade é outro fator que colabora para essa problemática. Por isso, é imprescindível que o poder público associado a Organizações não governamentais (ONGs) atuem para mitigar essa situação.

Em primeiro lugar, durante muitos anos o papel da mulher foi o de ser dona de casa, cuidar dos filhos e do marido. No entanto, após os movimentos feministas, as mulheres ganharam espaço no mercado de trabalho e a possibilidade de empreender. Todavia, essa responsabilidade exige uma dedicação considerável, dessa maneira elas não passam tanto tempo em casa exercendo esses deveres cobrados pela sociedade.Devido a isso, muitas mulheres sofrem preconceito por não exercer seu “papel familiar”, como é retratado no filme “O estagiário”, de 2015, no qual a protagonista sofre preconceito das mães das colegas de sua filha por trabablhar em sua empresa ao invés de participar do grupo de mães.

Somado a isso, o sexismo é outro fator que contribui para essa problemática, uma vez que o público feminino segue marginalizado em um ambiente de negócios que é majoritariamente masculino. Isso ocorre devido a mentalidade patriarcal de uma parcela da população, que ainda julga as mulheres como inferiores aos homens, especialmente na área de negócios. De acordo com uma matéria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), publicada em 2019 no site oficial da instituição, a discriminação baseada nos estereótipos de gênero ainda é um dos maiores desafios a ser enfrentado pelas empreendedoras.

Assim sendo, é imprescindível que o poder público atue por meio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e de ONGs como o SEBRAE, para auxiliar a plena participação feminina no empreendedorismo. Para isso, é necessário que o SEBRAE promova e divulgue projetos que empoderem as mulheres por meio das redes sociais e de propagandas midiáticas, com o objetivo de oferecer apoio para que elas saibam lidar com os preconceitos, adversidades e barreiras sociais de suas jornadas empreendedoras. Ademais, o MMFDH deve enviar um projeto de lei para o Poder Legislativo que vise aplicar medidas punitivas as pessoas que realizam atitudes sexistas no país, com o fito de reduzir tais comportamentos e contribuir para uma sociedade mais igualitária.