A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 03/07/2020

A ocupação de certos espaços e a conquista de certos direitos que sempre foram comuns aos homens, sempre veio às custas de duras lutas para as mulheres. Na Revolução Francesa, por exemplo, os direitos das mulheres continuaram a margem de qualquer preocupação. Nos dias atuais, através de constantes esforços, a presença feminina nas relações de empreendedorismo ganha cada vez mais destaque, demonstrando a importância do respeito à  liberdade da mulher e da superação de concepções machistas pela sociedade.

Primeiramente, é preciso apontar que a liberdade feminina nunca foi reconhecida e, tampouco, respeitada pelos sistemas de sociedade no ocidente. Se, para o filósofo jusnaturalista John Locke, o direito à liberdade é inerente à humanidade, para as mulheres tal regra não se aplica,  tendo em vista que a liberdade de votar, comum aos homens desde à Grécia antiga, só foi alcançada pelas mulheres na Idade Contemporânea. Sendo assim, a ocupação do mercado empreendedor pela mulher demonstra que suas liberdade de decisão está sendo respeitada, diferente do que foi feito em outros períodos

Outrossim, o ideário machista que, por séculos vigorou em sociedade, também foi responsável por limitar a vida da mulher, corroborando com a construção de uma visão errada sobre ela. Sendo, tal machismo, definindo como aquilo que o filósofo Francis Bacon chamou de  ídolo do teatro, responsável por construir ideias erradas sobre algo que, no caso da mulher foi julgada como incapaz ou insuficiente para dados espaços ou funções. Portanto, a superação desse ídolo permite à mulher adentrar o empreendedorismo, demonstrando o quão hábil ela é nessa área e desconstruindo as concepções machistas a ela imputadas.

Diante dos fatos acima elencados, é preciso dar cada vez mais espaço às mulheres no mercado empreendedor. Isso poderia ser feito pela família, transmitindo valores de igualdade de gênero a seus filhos por meio do diálogo, evitando que eles venham a reproduzir valores ou falas machistas que venham a desmotivar ou desmerecer as mulheres. O Ministério da Educação poderia promover palestras nas escolas a respeito do empreendedorismo para as mulheres com a finalidade de cultivar a curiosidade delas em tal área e demonstrando que elas tem tanto potencial quanto os homens para tal área. Assim,  as mulheres terão sua dignidade respeitada e poderão adentrar qualquer área profissional com maior segurança e sem preconceitos imputados sobre elas.