A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 26/06/2020

Dados do SEBRAE apontam que 9 milhões de mulheres brasileiras são empreendedoras, e cerca de 34% de todos os donos de empresas formais e informais do Brasil. Conquanto, a menor parte dessa parcela de mulheres se tornam donas de negócios estruturados e globalizados. Portanto, é imprescindível a importância de encontrar subterfúgios para resolver essa problemática. Nesse contexto, não há dúvidas de que o empreendedorismo feminino é um desafio no Brasil; o qual ocorre, infelizmente, devido não só a herança da cultura patriarcal e machista, mas também, à falta de incentivos para romper essas barreiras sociais.

Primordialmente, é importante considerar que o número de homens e mulheres interessados em empreender no Brasil, é relativamente proporcional, e esse número se mantém estável nos últimos anos. Contudo, a parcela de mulheres que se tornam donas de grandes empresas globalizadas se encontra distante dessa média, e o resultado desse contraste é refletido na grande quantidade de mulheres interessadas em empreender, mas, com poucas oportunidades de ascensão no mercado. Hodiernamente, o Brasil ainda carrega vestígios sócio-históricos de uma sociedade patriarcal, que durante séculos viveu no sistema em que os homens controlavam o poder de autoridade moral, familiar e de privilégios sociais. Vale ressaltar, também, que tais vestígios machistas existem na humanidade desde o período Neolítico, que iniciou a divisão de classes e funções sociais, nomeando os homens como empregados pela luta e busca de alimentos, e tornando as mulheres como responsáveis pela preparação dos alimentos e a criação dos filhos. Em suma, heranças desses fatores históricos permeiam a sociedade brasileira, trazendo consequências como preconceito, e a falta de oportunidades trabalhistas femininas.

É importante considerar, que o machismo existente no trabalho fomenta a desigualdade social para as mulheres. Como exemplo disso, pode-se ressaltar dados fornecidos pelo jornal: “O Tempo” que aponta, que mulheres estudam 16% a mais que os homens, mas ganham um salário 22% menor.  Em síntese, a existência de barreiras sociais fomentam a vulnerabilidade da mulher no mercado, consequentemente, gerando o baixo valor de seus produtos e a falta de incentivos para empreender.

Pode-se notar, então, que a herança patriarcal machista dificulta o empreendedorismo feminino na sociedade. brasileira. Cabe ao Ministério da Educação e Cultura, promoverem incentivos por meio da inclusão em aulas regulares, o estudo de conquistas femininas, juntamente com a criação de cursos e palestras que discutam sobre a importância das mulheres na história. Somente assim, haverá uma construção social que luta pela democracia e igualdade feminina.