A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 27/07/2020

Na série “Supergirl”, a personagem principal é secretária da Cat Grant - fundadora de uma das maiores empresas da cidade - cuja a sua influência no meio corporativo serve de inspiração e exemplo para diversas mulheres. Análogo à série, é notória a importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira, uma vez que corrobora para a desconstrução do estereótipo machista e para a democratização do acesso as lideranças da sociedade corporativa no que se refere aos gêneros.

Primeiramente, é importante ressaltar que a presença de mulheres no cenário laboral dos negócios corrobora para a desconstrução dos estereótipos herdados das antigas civilizações. Sem dúvida, tal fato vai de acordo com Bourdieu, sociólogo moderno, no seu livro “ A Dominação Masculina”, ao afirmar que a sociedade, por meio da normalização de um hábito, institui determinadas funções para os gêneros. Nesse sentido, como as sociedades antigas possuíam uma organização patriarcal, o povo  normalizou e instituiu o papel de líder aos homens. No entanto, a partir da oposição ao pensamento conservador, com o empreendedorismo feminino, as estruturas mencionadas pelo pensador começam a ser quebradas e tal normalidade passará a ser questionada, já que a presença feminina nesse âmbito social estará cada vez mais forte.

Outrossim, a importância do empreendedorismo feminino no Brasil também se dá ao democratizar o acesso à liderança para as mulheres. Por certo, tal afirmação possui ligação direta com o pensamento de Simone de Beauvoir, filósofa existencialista, no seu livro “O Segundo Sexo”, no qual ela afirma que o processo histórico de evolução social colocou a mulher em papel de submissão ao homem – denominado como “primeiro sexo”. Desse modo, graças a essa construção histórica, os papéis de destaque, como, por exemplo, as lideranças corporativas continuam a pertencer ao gênero masculino. Entretanto, o incentivo à mulher empreendedora corrobora para aumentar a participação feminina nesse eixo social, já que a criação de uma empresa por parte de uma mulher lhe garante o direito à liderança.

Portanto, visto a importância do empreendedorismo feminino no Brasil, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Economia, deve propor palestras que motivem as mulheres a abrir o próprio negócio, por meio de projetos de formação continuada, a fim de desconstruir os estereótipos herdados pela sociedade e democratizar o acesso às lideranças corporativas. Ademais, tal iniciativa pode se dar nas escolas, em um horário forra do currículo comum, para pais e alunos do sistema. Decerto, com essas medidas, mais exemplos como o da Cat Grant na série “Supergirl” poderão ser vistos na sociedade.