A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 19/08/2020

Na série da Netflix “Coisa mais linda” é retratada a história de Malu, uma mulher que após ser roubada e abandonada pelo marido abre um clube de Bossa Nova e torna-se uma grande empreendedora. Fora da ficção, observa-se, no Brasil, realidade análoga à abordada na série: as mulheres brasileiras, cada vez mais independentes, capacitam-se e tornam-se empresárias de sucesso. Diante disso, deve-se avaliar a importância do empreendedorismo feminino no Brasil e como isso interfere positivamente na quebra de estereótipos sociais e na economia do país.

Em primeira análise, cabe destacar o papel do empreendedorismo feminino no rompimento de preconceitos de gênero. Segundo o escritor Machado de Assis, para por fim a um preconceito basta uma reflexão. Tal perspectiva tem se mostrado verdadeira no Brasil atual: um número cada vez maior de mulheres  criam e administram negócios que tornam-se rapidamente promissores. Em decorrência disso, a sociedade passa a refletir  sobre o potencial feminino no Brasil e inicia o rompimento de estereótipos de gênero no mercado de trabalho, como previsto por Machado, colocando dessa forma a mulher brasileira em um lugar social de destaque.

Ademais, outro benefício gerado pelo empreendedorismo feminino no país é a potencialização da economia. Nesse sentido, o filme “Joy, o nome do sucesso” traz a tona a realidade de Joy, uma jovem americana que alcança reconhecimento com seus produtos inovadores e cria fabricas de produção nos E.U.A. Paralelamente, no Brasil, observa-se realidade semelhante: empresárias brasileiras mostram-se capacitadas e  conquistam um espaço cada vez maior para seus negócios. Consequência disso, ocorre a criação de novos postos de trabalho e o aumento de lucro para o país, reduzindo assim o número de desempregados e necessitados e fortalecendo a economia  brasileira.

Fica claro, portanto, a necessidade de um debate a nível nacional sobre o tema. Cabe ao Ministério  da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, criar políticas de incentivo ao empreendedorismo feminino no país. Para isso, treinar profissionais que lecionem palestras, sobretudo em comunidades carentes, com a temática do rompimento de preconceitos de gênero no mercado de trabalho e das possibilidades que o empreendedorismo pode gerar ás  brasileiras é fundamental. É dever do Ministério da Economia, através da criação de programas de financiamento facilitado e a juros baixos para mulheres empreendedoras, auxiliar e  fortalecer as empresárias brasileiras e a manutenção promissora de seus negócios. Dessa forma será possível garantir um mercado de trabalho mais igualitário no país, romper preconceitos, como previsto por Machado de Assis e propiciar condições para que situações como a retratada em “Coisa mais Linda” repitam-se no Brasil.