A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 20/08/2020

O conceito de entropia, da Física, mensura o grau de desordem em um sistema termodinâmico. No entanto, fora das Ciências da Natureza, no que concerne ao empreendedorismo feminino na sociedade brasileira, percebe-se a configuração de um problema entrópico, em virtude do caos presente na questão. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a desigualdade de gênero, bem como a insuficiência de leis.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a desigualdade de gênero presente na questão. A Teoria da Eugenia, cunhada no século XIX e utilizada como base do Nazismo, defende o controle social por meio da seleção de aspectos considerados melhores. De acordo com essa perspectiva, portanto, haveria seres humanos superiores, a depender de suas características. No contexto brasileiro atual, a noção eugênica de superioridade pode ser percebida na questão do empreendedorismo feminino, cuja base é uma forte discriminação. Destarte, o artigo 5 da Constituição Federal prevê a igualdade perante a lei, conquanto, mulheres sofrem com o óbice do preconceito e falta de empatia diariamente. Então, faz-se necessário a reformulação dessa postura urgentemente.

Outrossim, a insuficiência legislativa  ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Desse modo, Maquiavel defendeu que “Mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes.” A perspectiva do filósofo aponta para uma falha muito comum das sociedades: acreditar que a criação da lei em si pode resolver problemas complexos, como a questão do empreendedorismo feminino. Assim, o que verifica-se é uma insuficiência da legislação, se esta não vier atrelada a políticas públicas que ajam na base cultural do problema, dificultando sua resolução. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mulheres com ensino superior ganham menos que homens sem formação acadêmica adequada. Dessa maneira, evidencia-se que a legislação não tem sido suficiente para resolver o impasse. Indubitavelmente, é preciso modificar essa mazela presente na sociedade brasileira.

Em suma, medidas devem ser tomadas no que se refere ao empreendedorismo feminino. Sendo assim, cabe ao Ministério da Justiça, junto ao Ministério da Educação, criar ‘‘workshops’’, mediados por especialistas na área dos negócios e por advogadas. Tais ações devem ser financiadas por verbas governamentais. Alem disso, as mediações deve ocorrer em praças e universidade, para toda comunidade. Logo, as intervenções devem abordar o tema ‘’empreendimentos femininos’’, com ‘’ebooks’’ e ‘‘folders’’, com a finalidade de trazer à pauta o tema e debatê-lo amplamente. Dessa forma, os cidadãos atuarão ativamente na mudança da realidade brasileira.