A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira
Enviada em 21/09/2020
O voto feminino no Brasil só foi conquistado a pouco menos de 90 anos, desde este marco, a conquista dos movimentos feministas só se acumularam. Prova disso, as mulheres já são quase metade dos empreendedores, no entanto, menos de 40% dessas mulheres se tornam donas de negócios, valor bem inferior aos quase 70% dos homens, de acordo com dados do Sebrae de 2019. Esse número evidência as dificuldades enfrentadas pelas mulheres na hora de empreender, entre essas dificuldades, podemos citar a dificuldade da mulher de enxergar seu próprio sucesso, a falta de acesso a credito e a jornada dupla enfrentada pela mulher brasileira.
A importância de se fomentar o empreendedorismo feminino é justificada em dois fatores. Em primeiro lugar, diversas pesquisas apontam que empresas que possuem mulheres em cargos de direção são mais lucrativas, isso demonstra a capacidade que a mulher tem em gerir um negócio e em contribuir para economia nacional. Em segundo lugar, como já dito antes, as mulheres são metade dos empreendedores no país, ou seja, a vontade e empreender existe, e não estimular isso é um tiro no pé do empreendedorismo no país, é por meio deste que se gera emprego, renda e desenvolvimento. O fomento ao empreendedorismo feminino também recai sobre a ótica do empoderamento feminino, para a escritora francesa Simone de Beauvoir é pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta.
No entanto a mulher brasileira enfrenta algumas barreiras, e a primeira delas é cultural, a mulher, de forma geral, não enxerga seu próprio sucesso, ela vê no empreendedorismo uma forma de sustentar sua casa, seja de forma primário, ou como uma renda complementar. Além disso, os setores mais comuns de atuação das mulheres, são setores onde o produto final possui menor valor agrado, e por conta disso, e talvez por um pouco de preconceito, elas possuem acesso dificultado a linhas de credito, e quando conseguem, costumam ter juras elevados.
Como já exposto, é um tiro no pé da economia nacional deixar de incentivar qualquer que seja a tentativa de empreender, sobretudo o empreendedorismo feminino, que possui grande capacidade de se desenvolver, se instruído e auxiliado. O Poder público, por meio de instituições como o Sebrae, ONG’s ou por meio de parcerias com empresas privadas, deve criar programas de capacitação e auxilio técnico, as mulheres empreendedoras em seus primeiros passos. Assim como facilitar o acesso linhas de credito com juros baixo, por meio de parcerias com instituições financeiras, as mulheres participantes desses programas de capacitação, a fim de garantir que essa mulheres possam passar de empreendedoras para donas de negócios.