A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 23/09/2020

Em 1930, no inicio do governo Getúlio Vargas, a luta dos direitos femininos começou a se destacar na sociedade. Um exemplo disso, foi o início da inclusão e direito ao voto de uma grupo específica de mulheres que tinham maior influencia social, mas isso, logo, se ampliou para grande parte da sociedade feminina brasileira. Atualmente, mesmo com todas as mudanças e inclusões, as mulheres ainda lutam pelo seu espaço social empreendedor, que muitas vezes é dificultado tanto pela própria sociedade que subjuga a capacidade feminina, como pela própria consciência da mulher que acaba reprimindo seus próprios objetivos pelo julgamento. Essa visualização, permite que a população e o Estado hajam de forma mais coesiva em relação a essas problemáticas, trazendo segurança à mulher empreendedora.

Em uma primeira análise, destaca-se à sociedade como principal agente modificador dessa situação, pois, diariamente, o repúdio a inserção da mulher se faz presente nas mínimas ações, sejam elas de desrespeito ou pelas formas desiguais de trabalho e tratamento social. Além disso, ressalta-se que as mulheres por serem subjugadas frágeis e incompreensíveis, acabam se minimizando e restringindo de seus direitos por receio de não conseguirem expressar sua capacidade, esplêndida, com grande potencial de melhoramento para todos. Diante disso, o célebre sociólogo, Émille Durkheim destacou que o nosso egoísmo é em grande parte produto da sociedade, ou seja, ao ignorarmos o poder feminino, ignoramos também um processo de melhoramento essencial e social.

De modo análogo, é indubitável ressaltar que as instituições governamentais deixam a desejar, no acompanhamento do crescente desenvolvimento do potencial feminino que temos na sociedade. Assim, sem auxílio e envolvimento do Estado, muitas mulheres não conseguem executar seus projetos por falta de incentivos econômicos e instrutivos. A esse respeito Zygmunt Bauman elaborou o conceito ´´Instituição Zumbi``, segundo o qual algumas entidades - dentre elas o estado-, não estão exercendo seu papel coesivamente. Nesse contexto, o Mínistério da educação se encaixa, na teoria do sociólogo Polonês, pois deveria incentivar a ajudar extracurricularmente meninas e mulheres da nossa sociedade a se inserirem no meio empreendedor do nosso país, assim fortalecendo o empoderamento feminino.

Frente aos desafios que inoculam a inserção feminina na sociedade, o Ministério da Educação, juntamente com a população devem visualizar, de uma forma esmiuçada, as falhas e valores da nossa sociedade. Assim, poderão criar métodos de ensino empreendedor mostrando, também, como realmente a liberdade deve ser de todos e para todos, englobando a questão de respeito e desenvolvimento que devemos exercer em razão do próximo. Somente assim, conseguirá mostrar o quão importante é o papel feminino no desenvolvimento do país e as profundas mudanças que trás.