A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 06/10/2020

No filme “A procura da felicidade”, é retratado o cotidiano de Cris Gardner, evidenciando a dificuldade de se empreender e manter uma estabilidade comercial. Hodiernamente, fora da ficção, embora de fundamental importância para o progresso individual, abrir um negócio ainda é uma dificuldade, principalmente, para as mulheres, haja vista sua relação com o estilo de comércio desenvolvido e com fatores ideológicos persistentes. Nesse sentido, medidas devem ser tomadas com o intuito de solucionar esse quadro inercial e problemático para a nação.

Em primeiro plano, com a redução das invasões bárbaras e a instauração dos Burgos, o mundo presenciou o fortalecimento do comércio e da burguesia medieval. Na atualidade, apesar de o empreendedorismo ser importante para evoluções sociais e coletivas, fragilidades financeiras impedem sua realização por todos os indivíduos. Esse fato é elucidado pela questão das mulheres, que, de acordo com dados do GEM (Monitor Global do Empreendedorismo), focam suas atividades em setores mais simples, como lojas de cosméticos e alimentos, logo, de baixo apelo tecnológico. Posto isso, com essas características, as cidadãs possuem dificuldade de acesso a créditos, o que, além de aumentar a dependência das brasileiras, mantém um quadro de subdesenvolvimento nacional.

Ademais, de acordo com o sociólogo Karl Marx, os preceitos ideológicos de uma comunidade, ou seja, sua superestrutura, é responsável por moldar comportamentos e iniciativas. Diante dessa máxima, herdados do período colonial, o Brasil preserva pensamentos machistas e misóginos que acabam por intensificar os entraves supracitados. Desse modo, somado à dificuldade de acesso a empréstimos, pensamentos atemporais ainda influenciam a contemporaneidade, em que o preconceito e o medo de não aceitação dificulta as ações femininas no mercado. Nessa ótica, a defasagem no que se refere a questão da moralidade inclusiva reverbera as atuais complicações, em que Direitos Humanos são violados e a “superestrutura” do Brasil é segregacionista e misógina.

Portanto, com o intuito de alterar esse quadro, o Governo Federal, na figura do Ministério da Economia, deve elaborar projetos que facilitem a entrada das mulheres no setor empresarial, mediante o facilitamento de acesso a recursos e financiamentos, o que facilitará o investimento e, consequentemente, a ascensão do grupo feminino no mercado. Por fim, cabe às escolas adotarem um modelo de ensino politizador, intermediado por palestras e debates, de modo que pensamentos discriminatórios sejam mitigados no país, o que possibilitará a edificação de uma nação mais igualitária e consoante ao princípio de igualdade proposto pela Constituição Federal de 1988 e pelos Direitos Humanos.