A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 13/01/2021

O renomado economista Alfred Marshall afirmou que o empreender é uma aventura, reunida com a inovação e o risco, necessitando do trabalho contínuo para construção de uma empresa. Sob esse viés, o pensamento do autor reflete a realidade brasileira, uma vez que as mulheres tiveram maior autonomia perante a sociedade conservadora para criação de um empreendimento próprio, sendo um grande avanço para a igualdade de gênero. Dessa forma, essa prática torna-se importante diante o cenário de crise e uma indepência financeira, sendo essencial medidas de incentivo.

Mormente, o filme Um Senhor Estagiário,do ano de 2015, evidencia a história da elaboração da empresa de Jules - uma revista de moda conceituada- narrando as dificuldades encontradas para crescer no ramo empresarial. Nesse contexto, a questão do empreendedorismo feminino é semelhante a retratada na ficção, em razão do forte machismo ainda enraizado, o qual subjuga a participação desse grupo em atividades comerciais e trabalhistas, não aceitando a indepência financeira. Consequentemente, essa ação revolucionou de forma gradativa a visão da sociedade brasileira, vista no caso da Maria Luiza Trajano, dona da empresa Magazine Luiza, que lutou para consolidação de um império lojistas com trabalho árduo e a liderança, retratando a força e a importância das mulheres.

Ademais, o empreendedorismo é essencial para o cenário de crise financeira, devido a capacidade de criatividade para reformular a situação vigente, mas ainda necessita de incentivo. Segundo o especialista José Dornelas: o fenônemo de empreender ocorre por toda parte, além de ser espontâneo e necessita de estímulo tanto social quanto estatal para criação de novos negócios. Desse modo, as mulheres passaram a ter papel fundamental nas despesas dos lares e sucesso nos empreendimentos, porém ainda ganham menos em comparação aos homens, conforme dados do SEBRAE, sendo uma realidade da desigualdade de gênero. Logo, a participação desse grupo em atividades empresariais representou um avanço na luta por emancipação, necessitando de maior visibilidade.

Dessarte, a formação de um empreendimento, principalmente por mulheres, representou um avanço econômico e papel fundamental no cenário de crise. Diante disso, o Estado, na figura do Poder Legislativo, deve promover a elaboração de um projeto de lei de maior apoio as pequenas empresas e a visão feminina nessa prática, por meio do uso do microempreendendor individual - MEI, o qual busque facilitar e abranger todas as empresas, visando cursos de administração gratuito e educação financeira tanto em escolas quanto as pessoas interresadas. Por fim, essas medidas têm o intuito de garantir uma igualdade de gênero e a valorização do papel feminino perante a atual conjuntura.