A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira
Enviada em 06/06/2021
‘’Mulher-Maravilha’’ é uma cinematográfica americana produzida pela DC Comics que retrata a vida de Diana Prince. A guerreira imbatível da Atenas, é uma heroína que combate os crimes que acontecem ao redor da cidade de New York. Em uma das cenas, é apresentado a misoginia e o machismo impregnado na sociedade contemporânea, coagindo em muitas vezes, por não passar credibilidade e confiança a Diana sobre seus feitos, colocando os heróis masculinos como os únicos solucionadores dos problemas. Não distante da ficção, nos dias atuais, o preconceito que a mulher é incapaz para protagonizar diante vários cenários encontra-se presente na sociedade verde e amarela. Visto isso, analisar como a cultura machista motivada por fatores históricos e a falta de incentivo estatal para resolver o pensamento machista na sociedade atuam como obstáculos a serem vencidos é essencial. A princípio, é imperioso destacar que as dificuldades para a protagonização genuína da mulher na sociedade, se fortifica por questões de políticas-estruturais. Isso deve ao fato de que, a partir da impunidade em relação a atos que manifestem discriminações misóginas, o seu combate é minimizado e subaproveitado, já que não há interferência para mudar tal situação. Tal conjuntura é ainda intensificada pela insuficiência estatal, uma vez que o atual representante da república, Jair Bolsonaro, direcionou a deputada Maria do Rosário em 2004 que ela não deveria merecia ser estuprada. Prova dessa ideologia machista instaurada no Estado somada com a sociedade, é evidenciada no número de Presidentes mulheres em toda a história do Brasil, tendo como nome único Dilma Rousseff. Dessa forma, atitudes agressivas e segregacionista devido ao machismo continuam a acontecer, pondo em xeque o direito de liberdade, o que evidencia falhas nos elementos contra a misoginia e o homem sempre no apogeu. Outrossim, vale ressaltar que a ideologia machista impregnada na sociedade hodierna é corrobora por fatores socioculturais. Nesse viés, durante a formação do Estado brasileiro, o machismo se fez presente em parte significativa do processo, e com ela vieram discriminações e intolerâncias culturais, derivadas de ideologias como superioridade do homem e darwinismo social. Lamentavelmente, tal perspectiva é vista até hoje no território brasileiro. Bom exemplo disso são os dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurando Pública, que levantou em 2018 que, 1206 mulheres foram assassinadas, tendo em média que a cada 7 horas uma mulher era morta. Dentro dessa lógica, nota-se que a dificuldade de prevenção e combate ao desprezo e preconceito ao gênero feminino mostra-se fruto de heranças coloniais discriminatórias, as quais negligenciam tanto o direito à vida quanto o direito de liberdade. Em suma, são necessárias medidas que atenuem o pensamento machista em relação ao protagonismo feminino. Logo, urge que o Estado, por meio de envio de recursos ao Ministério da Educação, promova a construção de escolas especializadas em tratar de assuntos ideológicos e misóginos e promova junto também, a capacitação de profissionais para atuarem não apenas nessas instituições, mas em colégios de ensino comum, objetivando formar uma sociedade com a ausência do machismo. Outrossim, ONGs devem promover, através da mídia, campanhas que conscientizem a população acerca da importância do protagonismo feminino, enfatizando em mostrar a importância da representatividade que é passada para diversas mulheres ao redor do mundo. Dessa forma, o Brasil poderia superar os desafios à consolidação da mulher como protagonista