A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira
Enviada em 08/06/2021
No filme “Avengers: Endgame”, o universo é marcado pela desconstrução da divisão de papéis por gênero. Assim sendo, todas as heroínas do universo de Vingadores, com o intuito de proteger a Manopla do Infinito e derrotar o vilão Thanos, se reúnem, desse modo destacando a força feminina no ramo de super-heróis. Em contraponto, fora deste universo, as mulheres têm que batalhar muito para conseguirem “respeito” em meio a sociedade, diferentemente do filme, porém, possuem desafios a serem enfrentados, principalmente no âmbito empreendedor, mediante o machismo e a dupla jornada imposta. Deste modo, é fundamental analisar essas razões que tornam a problemática uma realidade no mundo contemporâneo.
Em primeiro plano, convém discorrer que as mulheres são progressivamente mais alvos de uma série de atos machistas, posterior ao sentimento de superioridade masculina, ainda enraizado na sociedade, na tentativa de incorporar-se ao empreendedorismo. Segundo a Constituição Brasileira de 1988,“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à segurança e à prosperidade”. Porém, na verdade, esses direitos não são assegurados às mulheres. Isso ocorre pois, os homens, por meio da visão de estar empregado ao mesmo nível de uma mulher, ou mediante a outras situações, não aceitam se igualar a elas. Assim sendo, com a precisão de torná-las inferiores, maltratam, tratam com ignorância e as assediam.
Todavia, outro aspecto a se observar, é a dupla jornada na qual congrega os trabalhos domésticos. É evidente, que a mulher, além de enfrentar barreiras durante o dia na empresa, chega em casa e precisa cuidar da casa e filhos. Como efeito, os homens são priorizados na hora de serem contratados. Isso porque ,não ficam exaustos mediante duas jornadas diárias, e não correm o risco de surgir imprevistos com os filhos durante o expediente, assim obrigando-os a sair, além de uma possível gestação.
Torna-se evidente, que o público feminino é desafiado diariamente no meio do empreendedorismo. Assim sendo, cabe ao Ministério da Educação, inserir, na grade curricular das escolas a disciplina da Educação Igualitária, de cunho obrigatório em função de sua necessidade, além de difundir campanhas informacionais, por meio das mídias de grande alcance, para que o sujeito tome conhecimento da importância e valor de cada um.