A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira
Enviada em 08/06/2021
É de conhecimento geral a luta por direitos iguais que as mulheres têm enfrentado nas últimas décadas. A igualdade no trabalho é um dos direitos mais exigidos pela classe feminina. Porém o que se vê é uma sociedade na qual o homem tem muito mais privilégios e facilidade de se estabelecer no mercado de trabalho, enquanto a mulher é muitas vezes discriminada na seleção para uma vaga ou se submete a salários menores que os dos homens. Da mesma forma, as empreendedoras se deparam com inúmeras dificuldades para manter seu negócio aberto e ganhar notoriedade. No Brasil, este é um problema visível e que deve ser combatido.
Primeiramente, é importante destacar que o direito das mulheres de ingressar no mercado de trabalho foi conquistado apenas recentemente. No Brasil, por exemplo, apenas em 1962, foi criado o Estatuto da Mulher Casada, que determinou que as mulheres não precisavam mais da autorização dos maridos para trabalhar. Também, em 1988, pouco mais de trinta anos atrás, as mulheres foram, pela primeira vez, consideradas iguais aos homens, de acordo com a constituição brasileira. Isso mostra o quão difícil tem sido para as mulheres conquistarem seus direitos mais básicos.
Além disso, às mulheres são impostos muitos desafios que elas precisam enfrentar, como o preconceito e a remuneração inferior. A discriminação no ambiente de trabalho e a diferença de oportunidades em relação aos homens ainda persistem e um estudo do Sebrae afirmou que, embora empreendedoras brasileiras tenham um nível de escolaridade 16% superior, elas ganham 22% menos que os homens. Além disso, muitas mulheres precisam conciliar a vida profissional com a vida doméstica, pois em muitos lares não há equilíbrio na divisão de tarefas como limpeza, preparo de alimentos e cuidado de crianças e idosos. Assim, a mulher tem tempo disponível mais limitado, o que se mostra um desafio para o negócio prosperar.
Portanto, para que cada vez mais mulheres possam ser donas de seus próprios negócios, obtendo sua independência financeira ou contribuindo para o aumento da renda familiar, é necessário que o governo invista cada vez mais na educação, pois ela é a melhor forma de combater o preconceito sofrido pelas mulheres que decidem empreender. Também, com o objetivo de incentivar o empreendedorismo feminino, o governo deveria, por meio da disponibilização de cursos voltados para a educação financeira, proporcionar o conhecimento necessário para que as mulheres possam ter cada vez mais sucesso em seus negócios.