A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 30/07/2021

Na Grécia Antiga, as atenienses não usufruíam dos mesmos direitos que os homens, já que elas não podiam possuir imóveis ou gerenciar negócios. Com o avanço das sociedades, as mulheres têm exercido funções semelhantes às dos homens, ao passo que elas conquistaram à cidadania e podem desfrutar de independência financeira, por meio de seu trabalho. Contudo, é evidente que, no Brasil, o sexo feminino é, por vezes, considerado inferior no “mundo dos negócios”, haja vista que há desafios que desvalorizam o empreendedorismo por mulheres, dos quais os principais são o sexismo e a falta de incentivo. Dessarte, são necessárias medidas que valorizem à ação de empreender das brasileiras.

Inicialmente, destaca-se que a discriminação de gênero é um entrave ao empreendedorismo feminino. Em seu ensaio, “Sobre a liberdade / a sujeição das mulheres”, o sociólogo John Stuart Mill defende a ideia de que há séculos a mulher é considerada inferior “por natureza”, porém elas estão marginalizadas em benefício exclusivo dos homens. Igualmente, a cidadã brasileira é subestimada ao querer ser dona do próprio negócio. Nesse caso, ela pode ser considerada como menos inteligente, bem como muito emotiva para lidar com pressões psicológicas que um empreendimento pode ocasionar, tais como crises financeiras, falências e relações interpessoais difíceis. Assim, as mulheres podem desistir de empreender, devido ao desânimo causado pelo preconceito social.

Ademais, convém lembrar acerca da falta de incentivo familiar. Nesse sentido, comumente, as meninas desconhecem a possibilidade de serem empresárias: donas do próprio negócio, visto que não são estimuladas a desenvolverem suas habilidades, como capacidade de liderança e trabalhos manuais. Isso ocorre, devido ao fato de seus pais verem o empreendedorismo como uma atividade arriscada que depende da sorte, ao contrário de um emprego fixo em que elas receberão um salário todo mês. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, e isso se aplica a essa situação, uma vez que as menores não considerarão a possibilidade de empreender quando forem adulta.

Logo, alternativas devem ser apresentadas para a resolução da problemática que envolve o empreendedorimo feminino no Brasil. O Ministério da Mulher precisa realizar campanhas, por meio das redes sociais, a exemplo do Instagram, que abordem o sexismo e o aponte como causa da marginalização feminina, a fim de eliminar preconceitos e oferecer às mulheres segurança para realizar quaquer função na sociedade. Além disso, o Ministério da Economia deve investir em comerciais televisivos que incentivem o empreendedorismo feminino, para que os pais invistam em suas filhas. Com tais ações, as mulheres alcançarão ainda mais detaque, em contraste com as atenienses.