A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira
Enviada em 13/07/2021
Durante a Segunda Guerra Mundial, os homens foram convocados para batalhas e as mulheres tornaram-se responsáveis pelo sustento da casa. Simultaneamente a tal fato histórico, iniciou-se o processo de inserção da mulher no mercado de trabalho, ocupando cargos que até então eram considerados exclusivamente do sexo masculino, como trabalhos da área de construção e comércio. Entretanto, anos depois, as mulheres ainda sofrem com as dificuldades para se incluírem em setores de empreendedorismo devido à falta de assistência do governo, como também ao machismo enraizado. Nesse sentido, é preciso considerar essa negligência governamental como fator, pois de acordo com os preceitos da Constituição Federal, o governo tem a obrigação de garantir a igualdade entre os cidadãos, independente de quaisquer condições pré-existentes. Sob esse viés, é notório que esse descaso prejudica o empreendedorismo feminino, já que as mulheres muitas vezes precisam cuidar do lar e dos filhos, restando pouco tempo para administrar sua empresa, causando assim, um declínio financeiro. Dessa forma, é inadmissível que contextos que contribuem com os obstáculos enfrentados pelas mulheres continuem acontecendo, tendo em vista que contrariam os artigos da Carta Magna. Além disso, ainda convém lembrar que as raízes patriarcais colaboram com tais dificuldades, pois segundo o sociólogo Max Webber, com sua ideia de Ação Social Tradicional, os indivíduos realizam ações que possuem como fonte motivadora os costumes ou hábitos arraigados. Sob essa perspectiva, desde a antiguidade o gênero feminino recebe obrigações impostas pela sociedade, como casar e construir uma família. Por conseguinte, não recebem incentivo e apoio do corpo social para se tornarem independentes, sendo pressionadas a permanecerem mulheres do lar . Dessa maneira, a situação desses desafios enfrentados pelas mulheres empreendedoras pode ser vista como uma problemática envolta em traços críticos, a qual acarreta a escassez da mulher em setores administrativos.
É imprescindível, portanto, uma atitude efetiva do Estado para solucionar a problemática. Para tal, o Governo Federal - órgão superior a todas as Secretarias estaduais e municipais do Brasil - deve, por meio de campanhas, promover a assistência necessária para mulheres que desejam abrir uma empresa, disponibilizando cursos gratuitos preparatórios, empréstimos e creches públicas para crianças, com a finalidade de mitigar esses desafios. Sendo assim, espera-se que o Poder Público promova a igualdade prevista na Constituição.