A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 20/07/2021

O artigo 5 da Constituíção Federal estabelece a igualdade entre todos os cidadãos brasileiros, independente de sexo, religão ou origem. Apesar disso, mulheres ainda são discriminadas, recebendo salários menores para ocupar as mesmas posições de homens. Na luta contra esta realidade perversa, percebe-se a importância do empreendedorismo feminino no Brasil, que auxilia tanto na reparação de desigualdades históricas, como, também, na formação de uma mentalidade menos preconceituosa da população.

Primeiramente, a iniciativa empresarial de mulheres é um fenômeno essencial na mudança de uma realidade histórica. Desde o Brasil colônia, o feminino não recebeu espaço em posições de destaque, sendo estas sempre ocupadas por homens. Tanto é que, segundo Eduardo Bueno, historiador e jornalista brasileiro, as primeiras mulheres européias que chegaram à colônia portuguesa, por volta de 1550, haviam sido enviadas para satisfazer as necessidades sexuais dos colonos, não recebendo nenhum papel de liderança. Assim, o empreendedorismo feminino, ao colocar em evidência mulheres em cargos altos, contribui para a alteração desta desigualdade histórica.

Além disso, a exposição da população a uma classe feminina em posição de destaque normaliza a situação e contribui para a formação de uma sociedade com menos preconceito. Na psicologia, dissonância cognitiva é um estado de desconforto emocional, em que o indivíduo encontra uma incoerência entre a realidade e o que acredita, podendo, assim, alterar sua crenças para aliviar a tensão intelectual. Este fenômeno poderia levar a população, em contato com mulheres empreendedoras, a ter seus preconceitos diminuídos em certo grau, contribuindo para a consolidação do artigo 5 da Constituíção.

Portanto, é evidente a importância da iniciativa empreendedora feminina para a formação de uma sociedade mais justa. Para, então, que o Brasil possa colher os benefícios de uma classe de mulheres destacada, é necessário que o Governo Federal, em parceria com bancos como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento), ofereça crédito barato para mulheres com projetos inovadores, por meio da criação de um fundo de investimentos. O empréstimo, liberado apenas após a conclusão de um processo seletivo, contribuíria não só para o empreendedorismo feminino, como, também, para a econômia, gerando mais empregos e mais oportunidades.