A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 24/08/2021

A série americana “Gilmore Girls” retrata a vida de Lorelai Gilmore, uma mulher bem-sucedida que realizou o sonho de ter sua própria pousada, fazendo de seu negócio um dos cartões postais da cidade. Contudo, infelizmente, a atual situação do Brasil não permite com que todas as mulheres tenham esse privilégio, já que nos dias de hoje ainda existe um pensamento ultrapassado sobre a figura feminina. Nesse sentido, pode-se concluir que a desigualdade de gênero juntamente com a dupla jornada dificulta a participação das mulheres no mercado de trabalho.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ausência de igualdade de gênero dentro de grandes empresas. De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Patrícia Galvão, mais de 40% das mulheres entrevistadas já foram xingadas em seu local de trabalho, e mais de 76% foram assediadas por homens nesse mesmo ambiente. Essas estimativas contradizem a Constituição Federal, que em seu 5⁰ artigo prevê que todos são iguais perante a lei. Isso não ocorre na prática, já que é evidente os inúmeros privilégios da população masculina nesse âmbito, como, por exemplo, os salários superiores, e a divisão de tarefas por gênero.

Cabe mencionar, em segundo plano, que muitas mulheres não buscam por uma carreira profissional por conta de seus muitos afazeres diários. Segundo dados de um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a população feminina trabalha, em média, 7,5 horas a mais que os homens. Em meio a isso, a especialista em políticas públicas Natalia Fontoura afirma que, por mais que as mulheres tenham ganhado cada vez mais espaço no mercado de trabalho, ainda sim a porcentagem é de 60%, o que é considerado um percentual baixo. Sendo assim, mesmo mulheres que já tem um emprego fixo ainda respondem por tarefas domésticas, aumentando consideravelmente seus horários de trabalho.

Portanto, pode-se concluir que, embora os inúmeros preconceitos, é de extrema importância o empreendedorismo feminino para a sociedade atual. Dessa forma, cabe ao Ministério Público, em parceria com o Ministério da Mulher, criar novas leis trabalhistas, por meio de ajustes na legislação, a fim de tornar o meio empreendedor mais inclusivo. Além disso, cabe ao Ministério da Educação orientar e divulgar informações sobre feminismo para conscientização da população, em forma de palestras e propagandas para a rádio e televisão. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora nessa situação.