A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 25/08/2021

Promulgado pelo Congresso Nacional de 2018, o projeto de lei do senado nº 106, no Art. 1º prevê medidas de apoio ao empreendedorismo feminino, com o objetivo de promover a igualdade de acesso das mulheres às atividades produtivas e promover a consolidação de empreendimentos liderados por mulheres. Conquanto, tal direito não tem se reverberado com ênfase, na prática, quando observamos o índice de negócios que encerram suas atividades, a maioria eram gerenciados por mulheres. Impossibilitando, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se impreterível a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais que levem em consideração a importancia do empreendedorismo feminino na sociedade, visto que muitas mulheres são chefes de família. Nesse sentido, conhecimento técnico, oportunidades e incentivo é premente na sociedade. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, trazendo consequentemente a realidade das mulheres empreendedoras no Brasil.

Em uma segunda análise, é fundamental apontar a situação atual do empreendedorismo feminino no Brasil. Conforme as pesquisas realizadas em 2020 pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM) feito em diversos países com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ) só o número de empreendedoras já estabelecidas teve queda de 62% em relação a 2019, um índice maior que entre a verificada entre os homens (-35%). Diante de tal exposto evidenciasse problemas diversos, tais como baixa capacidade de gestão, problemas financeiros, rede de contato inferior e falta de investimentos públicos. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o poder público, por intermédio do Ministério da Mulher, da Família e Direitos Humanos (MMFDH), promova a implantação de programas de conscientização e cursos direcionados a mulheres sobre como empreender. Assim além de conscientizar, proporcionara maior compreensão sobre como gerenciar seus negócios, com isso se consolidará uma oportunidade melhor para mulheres empreendedoras, tornando nosso país mais igualitários para todos.