A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira
Enviada em 23/08/2021
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos, o desenvolvimento pessoal no âmbito do progresso. Contudo, na atual sociedade brasileira, há uma desvalorização notória sobre a ascensão da mulher sobretudo no empreendedorismo, provocada pela mentalidade patriarcal da sociedade e pela falta de representatividade feminina no setor.
Sob esse viés, o preconceito social do patriarcado é um entrave nessa questão. Nesse sentido, Arthur Schopenhauer discorre sobre como comportamentos e mentalidades arraigados, a exemplo do patriarcalismo, são limitadores e prejudiciais. Nesse contexto, a mulher é vista de forma estereotipada, tal como culturalmente subjulgada em vários aspectos, seja finaceiro, tecnológico ou intelectual. Porém, esse tipo de comportamento prejudica o desenvolvimento empreendedor, uma vez que contribue para a pouca visibilidade das mulheres e atrapalha o desenvolvimento de grandes potências na esfera.
Outrossim, a lacuna representativa feminina é um desafio presente nesse cenário. Desse modo, Pierre Bourdieu aborda sobre a violência ocorrida entre as trocas simbólicas. Tal perspectiva, aponta que a falta de uma figura feminina, em posições de destaque, para representar a classe gera simbolicamente um sentimento de impotência da mulher em sociedade. Nesse interím, o que observa-se é a carência de políticas públicas de incentivo e financiamento para que mais mulheres ocupem postos promissores.
Portanto, medidas são necessárias pra atenuar essa querela. Dessa forma, o Estado, como promotor do equilíbrio social, deve criar um programa educacional, por meio de projetos executados pelas secretarias de educação, que abordem sobre a ruptura da cultura do patriarcalismo, a fim de igualar, a longo prazo, as oportunidades de homens e mulheres. Ademais, também deve criar auxilios de incentivo financeiro a mulheres empreendedoras. Assim, efetivar-se-á o que garante a Declaração Universal dos Diereitos Humanos.