A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira

Enviada em 24/08/2021

Desde o início da colonização do Brasil, em 1915, a imagem da mulher sempre foi considerada como um objeto pertencente ao homem, que só serve para cozinhar e limpar a casa, enquanto sai para trabalhar e sustentar a família. No século 21, esse pensamento ultrapassado ainda existe na sociedade brasileira, todos os dias milhares de mulheres ingressam no mercado de trabalho sozinhas e enfrentam inúmeros desafios, como a longevidade do patriarcado atual e o descumprimento da lei.

Em primeiro lugar, na série carioca “Coisa Linda” de 1950, Maru, um dos quatro protagonistas, pediu apoio a várias pessoas para abrir um negócio, mas não conseguiu nem o apoio do pai. Isso porque a sociedade daquela época era marcada pelo patriarcado, um sistema social em que o homem controlava tudo. Por isso, Maru teve que enfrentar muitos obstáculos para abrir seu bar, pois ninguém está disposto a abrir mão de suas vantagens para investir em negócios femininos. Fora do romance, essa tendência de pensamento ainda impede muitas mulheres de sair de casa para abrir um negócio. Atualmente, milhares de mulheres se encontram trancadas em casa, sentem-se impotentes e, sem saber, cultivam o senso de superioridade dos homens na sociedade brasileira.

Além disso, a Constituição de 1988 garante que todos os cidadãos sejam tratados com igualdade. No entanto, as mulheres são assediadas todos os dias, os salários são menores que os dos homens, perdem oportunidades no mercado de trabalho e são tratadas como pessoas de gênero desfavorecidas. Portanto, esse conjunto de leis não é cumprido, porque o patriarcado está arraigado na sociedade e os homens acabam pensando que essa situação é normal, o que é um desafio para as mulheres abrirem um negócio. Além disso, na visão de Hegel, o Estado é o pai do povo e tem a obrigação de cuidar dos filhos. Portanto, ele tem a obrigação de promover mudanças nesta trágica situação vivida pelas mulheres brasileiras.

Portanto, o governo deve tomar medidas para melhorar a situação atual. Para tornar mais fácil para as mulheres abrirem seus próprios negócios, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos precisa urgentemente usar fundos do governo para lançar campanhas para promover a igualdade de gênero e a importância da igualdade de gênero no mundo dos negócios. Por outro lado, o Ministério da Educação também pode produzir materiais sobre igualdade e inseri-los na grade escolar para que os brasileiros aprendam a tratar as mulheres como adultas desde cedo. Espera-se que com essas medidas desapareçam todos os vestígios deixados pela sociedade brasileira durante o período colonial.