A importância do empreendedorismo feminino na sociedade brasileira
Enviada em 05/10/2021
Durante a pandemia da Covid-19, a Luíza Trajano se destacou na mídia por fomentar projetos de empreendedorismo para brasileiras dispostas a se tornarem microempreededoras. Nesse cenário, é possível perceber a importância da representatividade feminina na garantia dos direitos da mulher e na criação de uma sociedade mais justa. Todavia, a isonomia desse setor é comprometida devido ao machismo estrutural e a falta de assistência do Estado em assegurar à comunidade feminina o acesso ao empreendedorismo de forma democrática.
Sob esse viés, é imperativo pontuar a questão da sociedade patriarcal que conserva pensamentos arcaicos quanto à posição da mulher na sociedade. Para um ativista Malala, “não podemos ser bem-sucedidos quando metade de nós é retida”. Em consonância ao pensamento da paquistanesa, as mulheres têm suas ações limitadas devido a ideia machista de incapacidade de gerir empresas, comprometendo a atuação do sexo feminino no mercado trabalhista e em altos cargas. Dessa forma, urge a necessidade de desmantelamento dessa relação de opressão feminina.
Outrossim, revelação, por parte do Estado, uma insuficiência constitucional como aparato para auxiliar a capacitação e ampliação de mulheres no comércio. Esse fato pode ser compreendido mediante uma afirmação do sociólogo Gilberto Dimenstein ao dizer que no Brasil como leis são inefetivas, o que gera a falsa sensação de cidadania. Ocorre que a legislação prevê, na teoria, a igualdade de gênero em todas as esferas sociais, no entanto, na prática, mostra-se insuficiente na manutenção da desigualdade de sexo, prevalecendo um mercado empreendedor marjoritariamente masculino.
Depreende-se, portanto, a imprescindibilidade de ações interventivas com o fito de assistir ao empreendedorismo feminino no Brasil. Para isso, o poder público deve, através de parcerias com o setor privado, ampliar o investimento do mercado feminino e criar subsídios para uma abertura de negócios menos burocrática, a fim de consolidar tais empregos. Tal ação pode, ainda, ser levada para a educação, com o intuito de ser debatida e conscientizada. Simultaneamente, é preciso desconstruir o machismo presente nesse ramo, recorrendo a consciência social nos cargos com maior poder hierárquico ocupado, em grande parte, por homens, dando oportunidades de gestão para as mulheres, Feito isso, mais mulheres ultrapassar crescer como empreendedoras e virar grande líderes como Trajano.