A importância do ensino profissionalizante
Enviada em 19/05/2026
No Brasil, o ensino profissionalizante é entendido como um meio de proporcionar a diminuição da desigualdade social, através da valorização da mão de obra. Entretanto, cerca de 40% dos jovens permanecem inseridos no mercado de forma informal. Nesse contexto, percebe-se um ciclo de sucateamento e precarização dessas instituições de ensino, uma vez que o Estado mercantiliza a educação profissionalizante, a qual é igualmente desvalorizada pela lógica empresarial. Dessa forma cabe reavaliar a regulamentação estatal, a fim de garantir enfetividade ao ensino profissionalizante.
A princípio, é nítido que o Estado compromete o papel do ensino profissionalizante, a fim de suprir a necessidade do mercado, como no surgimento do novo ensino médio brasileiro, que transformou o aluno em produto, o que é evidenciado pela diminuição dos recursos, matérias base, carga horaria e no almento nas vagas. Nesse contexto, percebe-se que essa abordagem produtivista desencadeia na criação de profissionais pouco qualificados que terão menor estabilidade e oportunidade no mercado, o que favorece a disseminação, ainda mais da desigualdade social. Dessa forma o Estado deve reestruturar essa educação mercantil presente no ensino.
Outrossim, o ensino é esvaziado pela lógica produtivista. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade tende a discriminar as pessoas que não participam ativamente do mecanismo de produção e consumo. Nesse contexto, os estereotipos reforçados por essa marginalização infulenciam na forma em que grupos sociais são inseridos no mercado, de modo o ensino profissionalizante passa a ser associado à criação de mão de obra barata e descartável, uma vez que o jovem de baixa renda é a princiapal publico atendida por esse ensino.
Destarte, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Educação, reformar a educação profissionalizante para garantir um ensino que realmente qualifique cada indivíduo, por meio do investimento público e de parcerias reguladas com o setor privado que melhorem a infraestrutura e combatam estereótipos associados ao ensino profissionalizante.Dessa forma, será possível estabelecer uma educação de qualidade que garanta a profissionalização e combata a desigualdade social.