A importância do ensino profissionalizante

Enviada em 31/05/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6, o direito ao trabalho e a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a importância do ensino profissionalizante, dificultando, deste modo, a universalização desses direitos sociais tão importantes. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que geram esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater os altos índices de desemprego, especialmente em trabalhos com qualificação especializada. Nesse sentido, entende-se que há alguma falha que reprime o “trabalhador normal” de alcançar tais empregos. Essa conjuntura, é perceptível a negligência estatal em fornecer os direitos de todo cidadão.

Além disso, a renda gerada por profissionais especializados é muito maior que a de trabalhadores comuns. Isso se deve ao fato de profissões que precisam de cursos técnicos para serem exercidas serem muito mais valorizadas no mercado geral. Um exemplo é a exportação industrial, onde o país adquire a matéria prima e a torna em um produto múltiplas vezes mais valioso. Logo, é inadimissível que esse cenário,  que impede a formação de profissionais especializados, continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se superar esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo federal, por intermédio de universidades e centros educacionais, amplie a disponibilidade de cursos profissionalizantes, seja em número de vagas ou em variedade - a fim de consolidar uma frota trabalhista mais bem preparada e apta a evoluir a economia nacional. Assim, se consolidará uma sociedade mais estruturada, onde o estado desempenha corretamente seu dever, de garantir os direitos essenciais: a educação e o trabalho.