A importância do ensino profissionalizante

Enviada em 01/06/2021

No século XVIII, as Revoluções Industriais foram alvo das transformações econômicas e sociais, o que denota o caráter fundamental da industrialização para o desenvolvimento nacional. No entanto, com a falta de recursos profissionalizantes, a população preparada para a operação das tecnologias necessárias é escassa, o que limita a atividade fabril. Por isso, é indubitável a necessidade da capacitação para o consequente desenvolvimento.

A priori, a exigência hodierna para uma contratação empresarial enfoca a profissionalização diferencial do candidato, com cursos além do ensino regular, o que é uma realidade utópica para a maioria da população, que não tem renda suficiente para investir em cursos capacitantes. Dessa forma, com a ausência de incentivos públicos, os jovens e estudantes de baixa renda tangenciam o mercado de trabalho com serviços informais, o que explica o dado de que 15% da população economicamente ativa (PEA) esteja desempregada, segundo o IBGE.

Nesse contexto, a ausência da profissionalização tem consequência direta no desenvolvimento nacional, conforme a constatação do sociólogo Paulo Freire: “Se a educação sozinha não transforma, sem ela tampouco a sociedade muda”. Desse modo, a industrialização é incentivada pelo montante de mão-de-obra capacitada para operar as máquinas e desenvolver novas tecnologias, as quais são fatores decisivos para o sucesso econômico e consequente progresso social, por meio da educação e da aprendizagem de ofícios, bem como o incentivo para a busca do Ensino Superior posteriormente.

Portanto, é necessário que essa realidade mude. Para isso, o Ministério da Educação deve promover a abertura de cursos capacitantes em escolas e instituições educacionais, com foco no preparo para o mercado de trabalho atual, no âmbito tecnológico e operacional, a fim de incentivar a industrialização e combater o desemprego e a desigualdade, para que haja efetivo avanço econômico e social.