A importância do ensino profissionalizante

Enviada em 04/06/2021

A Constituição de 1988, prevê, em seu artigo 6º, o direito à educação superior como inerente a todos os cidadãos brasileiros. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a desigualdade social como fator principal da falta de acesso à educação superior no Brasil. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa  a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, deve-se ressaltar ausência de medidas governamentais, como impulsionador da desigualdade social, fato primordial à evasão escolar e consequentemente o não acesso ao ensino profissionalizante. Nesse sentido, constata-se que a educação  superior, na modernidade, moldou o comportamento do cidadão a acreditar que a mesma deve se restringir a determinada parcela da sociedade, o que enfraquece o princípio de que todos os cidadãos brasileiros têm o direito à educação. Desse modo, com a concepção instituída do ensino profissionalizante como usufruição das camadas altas, a educação adquire o caráter elitista, o qual contribui com a exclusão do restante da população.

Além disso, uma comunidade que restringe a educação, por meio da desigualdade social, representa um retrocesso para a coletividade que preza por igualdade. Nesse sentido, na teoria da percepcção do estado da sociedade, de Émile Durkheim, sociólogo frânces, abrangem-se duas visões: ´´normal e patológico``. Segunfo essa linha de pensamento, observa-se que um ambiente patológico, em crise, rompe com o seu desenvolvimento, visto que um sistema desigual não favorece o progresso coletivo. Prova desse cenário patológico, segundo IBGE, cerca de 11,8% dos jovens e adolescentes que são mais pobres abandonaram a escola sem concluir o ensino médio em 2018, impossibilitando que os mesmos desfrutem dos benefícios do ensino profissionalizante, tal como ascensão social e intelectualidade.

Depreende-se, portanto, a relevância da igualdade do acesso à educação no Brasil. Para que isso ocorra é necessário que o Estado proporcione renda aos indivíduos mais necesitado de tal, por meio de investimentos e leis governamentais - através de pesquisas populacionais, com o intuito de encontrar indivíduos mais necessitados de determinada região do Brasil - a fim de colaborar com o acesso igualitário, já que a educação favorece um indivíduo, como visto supracitado. Assim, o que prevê a Constituição Federal de 1988 se reverberá com ênfase na prática.