A importância do ensino profissionalizante
Enviada em 08/06/2021
Durante o período histórico da baixa Idade Média, despontavam na Europa ocidental as primeiras corporações de ofício, as quais permitiam com que artesãos altamente qualificados obtivessem espaço nas transações comerciais presentes nas cidades renascentistas. Sob essa perspectiva, ainda hoje nota-se a importância dada ao ensino profissionalizante para a consolidação de um cenário laboral mais justo e competitivo, de forma a trazer inúmeros desdobramentos ao panorama socioeconômico, a saber: maior capacitação profissional e propulsionamento da economia nacional.
Em primeira instância, é lícito postular que a implantação de áreas direcionadas à formação de indivíduos interessados em ingressar no mercado de trabalho viabiliza uma ampla capacitação profissionalizante, visto que, caso instaladas, aqueles deterão a prerrogativa de especializarem-se e conhecerem com maior rigor as tecnologias envolvidas em determinado ramo trabalhista. Assim, em consonância com o empresário e insígne administrador Henry Ford, o investimento na constituição de bons perfis laborais, além de otimizar a produção e potencializar os lucros, é capaz de gerar trabalhadores aptos e comprometidos com a execução de tarefas, desde as mais simples às mais dinâmicas.
Outrossim, é válido destacar que, permeada por uma conjuntura de considerável qualificação técnica e científica, a economia brasileira encontraria-se em grau máximo de prosperidade e ascensão, segundo o contemporâneo sociólogo brasileiro Ricardo Antunes aponta. Nesse sentido, Platão já afirmava que a Pólis Ideal seria alcançada mediante o convívio harmonioso entre as partes integrantes da sociedade, em que a mão de obra aplicada faz-se imprescindível ao alcance dessa idealização. Logo, infere-se que a relevância direcionada à instrução ocupacional não se restringe apenas ao campo social, estendendo-se também à complexidade referente à economia e ao desenvolvimento patriótico.
Destarte, urge que ações concretas sejam instauradas, a fim de que a prática do ensino especializado torne-se enraizada na realidade brasileira. Para tanto, faz-se imperioso que as atuais instituições empresariais adotem um programa, com duração máxima de dois anos, voltado à formação de indivíduos desejosos em atuar em alguma das áreas oferecidas por tais corporações. Com efeito, por meio da aquisição de um espaço destinado ao projeto e pela contratação de técnicos e professores devidamente instruídos, os trabalhadores terão a oportunidade de capacitarem-se e, por conseguinte, impulsionarão os mais diversos âmbitos integrantes da nação verde-amarela, a qual se apresenta distante da dinamicidade proposta pelas corporações de ofícios inseridas no contexto medieval.