A importância do ensino profissionalizante
Enviada em 15/06/2021
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Percebe-se que, na atual realidade brasileira, não há o cumprimento dessa garantia, principalmente no que diz respeito a importância do ensino profissionalizante, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. A isso atribuem-se dois fatores principais: a falta de dinheiro para alunos de baixa renda se manterem durante o curso e o preconceito com pessoas negras.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a omissão de oportunidades aos estudantes cotistas que possuem renda per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social” , já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a escassez de pessoas negras no ensino superior/técnico como impulsionador do preconceito no Brasil. Segundo o IBGE, negros têm mais dificuldade de obter emprego, mesmo com ensino profissionalizante. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater a precariedade no ensino regular. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação (MEC) invista no ensino básico/superior/técnico. A fim de manter acadêmicos no ensino profissionalizante. Assim será consolidada uma sociedade com mais acesso à educação, em que o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke. Assim, torna-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.