A importância do ensino profissionalizante
Enviada em 15/06/2021
Desde a Revolução Industrial, o mercado de trabalho passou por diversas transformações e tornou-se um ambiente de extrema concorrência. Segundo pesquisas da PUC do Rio de Janeiro, entre dois indivíduos com a mesma escolaridade, aquele que conta com um ano de educação profissional possui uma renda 18% maior. Devido à falta de incentivo e ao estigma relacionado ao cursos profissionalizantes, o Brasil possui um déficit no que se trata do Ensino Profissionalizante, o que interfere diretamente em seu sucesso no mercado de trabalho.
Inegavelmente, a falta de incentivo, principalmente por parte da escolas públicas, afeta a participação de alunos em cursos profissionalizantes. Segundo o livro “Educação Média Profissionalizante no Brasil” de Simon Schwartzman, 400 mil das 789,7 mil matrículas em cursos técnicos subsequentes ao ensino médio são de alunos da iniciativa privada. Assim, é notório a discrepância entre o estímulo à educação profissional de escolas privadas e públicas.
Além disso, o estigma envolvendo qualquer ensino posterior a escola minimiza a participação na educação técnica. “Eu falhei em algumas provas e meu amigo passou em todas. Hoje ele é Engenheiro da Microsoft e eu sou dono da Microsoft.” A citação de Bill Gates exemplifica que apenas pessoas consideradas de alto intelecto, aqueles que têm ótimas notas em todas as matérias, são classificadas como aptas para cursos profissionalizantes.
Em suma, o ensino profissionalizante deve ser incentivado por meio de campanhas em escolas de ensino médio, realizadas pelo Ministério do Trabalho em conjunto com o Ministério da Educação. Além disso, é nescessário que haja a desconstrução de que o ensino técnico é direcionado a pessoas de elite, por meio de palestras e propagandas direcionadas à estudantes. Dessa forma, alcançaremos uma máxima participação e formação em cursos pós-escolares.