A importância do ensino profissionalizante
Enviada em 17/06/2021
No filme “O menino que descobriu o vento”, um garoto mora em uma vila africana com dificuldades para oferecer educação, porém, com poucas aulas e quase sem auxílio, o jovem consegue aplicar seus conhecimentos básicos para elaborar uma solução para a seca e a fome de sua região. Distante da realidade do filme, muitos dos conhecimentos adquiridos na escola básica não são realmente aplicáveis para melhorias e sustentação da sociedade. Visto que há pouca modernização da dinâmica educacional e omissão estatal quanto à oferta de profissionalização eficiente aos jovens e adultos. Dessa maneira, é imperioso que essa chega social seja resolvida, a fim de que aplicar conhecimento para uma vida melhor seja possível, como no longa estadunidense.
Em primeira instância, acerca da lógica referente à metodologia arcaica nas escolas, é válido ressaltar o atraso social que isso causa. Sob esse prisma, diversos países do primeiro mundo adotaram o método STEM (sigla do inglês para Ciências, Tecnologias, Engenharia e Matemática), na qual as áreas abrangidas são ministradas de forma prática, por meio experimentos com aplicabilidades reais. Entretanto, as escolas básicas brasileiras, na maior parte, adotam a mesma forma de ensinar do século anterior, ou seja, aulas teóricas cumprindo uma grade estática que não atinge as novas áreas do conhecimento. Desse modo, o desinteresse é promovido aos estudantes e a capacitância para o mercado de trabalho moderno não é adquirido de forma eficiente.
Ademais, cabe ressaltar a inépcia estatal quanto à oferta de cursos técnicos profissionalizantes já no ensino médio, de modo a atingir a maioria da população brasileira. No estado do Pernambuco, ETEs (Escolas Técnicas Estaduais) ganham espaço na preferência dos jovens por, juntamente aos Português e a Matemática ensinados, poderem optar por uma área totalmente aplicável ao mercado de trabalho, concluindo, assim, o ensino básico capacitados para trabalhar. Entretanto, por mais que esse modo de estudar já seja aplicado em alguns lugares do país, ainda não é suficiente para atender a demanda populacional. Destarte, evidencia-se a necessidade da adesão prioritária a uma metodologia mais eficaz, pois uma oferta insuficiente de cursos técnicos não é idônea para profissionalizar o país.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas para mitigar a deficiência na educação profissional no Brasil. Para tanto, urge que o Ministério da Educação adicione à grade obrigatória disciplinas com alcances hodiernos, como a seleção feita no método STEM, e, ainda, torne obrigatória a presença de cursos técnicos em todas as escolas públicas do país, fornecendo capital suficiente para que isso seja realizado em equidade para todo o Brasil. Só assim, meninos, tal qual o jovem africano do filme, poderão estudar para a vida, profissionalizando-se e contribuindo com a sociedade.