A importância do ensino profissionalizante

Enviada em 09/07/2021

A terceira revolução industrial, revolução técnico-científica informacional, junto com a globalização, propôs ao mundo muitas mudanças, entre elas, a demanda cada vez maior de profissionais especializados. Nessa linha de pensamento, a nova revolução espera cada vez mais indivíduos com ensino profissionalizante, entretanto essa questão do no território brasileiro ainda enfrenta sérios desafios. Nesse contexto, é imprescindível avaliar que as desigualdades sociais, em paralelo com a falta de investimento governamental, são fatores que motivam a problemática.

Em uma primeira análise, é importante ressaltar que a enorme desigualdade em que se encontra o Brasil é um enorme contribuinte. Com a chegada da família real ao Brasil, um dos primeiros feitos foi a criação de Universidade, entre elas, a de medicina e direito, que era apenas destinada para pessoas de alta sociedade e filhos de portugueses. Sobre a sua lógica, fica evidente que a educação brasileira sempre foi destinada para para a população de alta renda, e o ensino profissionalizado, infelizmente, se enquadra nesses moldes, embora a Constituição Federal, Carta Magna de 1988, assegure que todo brasileiro tem direito à educação.

Além disso, cabe enfatizar que a falta de investimento governamental acaba moldando alicerces para tal conjuntura. O Educador Paulo Freire, importante pedagogo brasileiro, defende que a educação sozinha não transforma ninguém e, sem ela, tampouco a sociedade muda. Nessa perspectiva, percebe-se que o governo brasileiro não segue o pensamento do educador. Diante disso, fica claro que a falta de investimentos governamentais na educação junto com ensino profissionalizante, são fatores que motivam o país a não ir para frente. Caso esse, muito bem retratado no novo anúncio do Ministério da Educação sobre cortes de gastos na educação brasileira.

Portanto, diante do exposto, e tendo em vista que a desigualdade social atrelada a falta de investimentos são grandes empecilhos, torna-se dever do Poder Público, em parceria com o Ministério da Educação, promover um projeto socioeducacional nas escolas públicas do país, por meio de um ato de investimento nas escolas públicas, principalmente, nos institutos federais. Ademais a essa ação, a implementação do ensino profissionalizante obrigatório na matriz curricular do ensino médio, junto com maiores criações de institutos federais para aumentar o número de jovens nas escolas, por todo o país e para um maior aproveitamento dessas instituições. Assim, os jovens brasileiros poderão suprir as necessidades perdidas pela terceira revolução industrial.