A importância do ensino profissionalizante

Enviada em 07/07/2021

A partir da Quarta Revolução Industrial, ocorreu uma grande transformação nas relações sociais, empresariais e econômicas. Nesse viés, com a introdução da tecnologia de ponta, no mercado de trabalho, há uma necessidade de incluir os jovens no ensino profissionalizante, no sentido de abranger as oportunidades de empregabilidade nessa nova era. Diante disso, deve-se analisar a ausência de investimento do Estado na educação integral e a falta de planejamento educacional para a inclusão dos discentes nessa nova metadologia que integra o curso técnico profissional nas escolas.

Primeiramente, a ausência de investimento do Estado na educação integral é uma problemática, no que tange a importância do ensino profissionalizante na sociedade brasileira. Consoante ao site G1, o Brasil pertence ao ranking do oitavo país de maior desigualdade social no mundo. Isso porque, desde o período Colonial, a população marginalizada era excluida das escolas. Nesse viés, atualmente, embora a Constituição de 1988, determine a educação como um direito de todos, ainda é um desafio a insuficiência de políticas públicas, a fim de acolher o jovem, que necessita deixar a escola para sustentar economicamente sua família. Logo, para solucionar a disparidade econômica e conforme as necessidades de conhecimento tecnológico nos dias atuais, é essencial que o Governo priorize o ensino técnico profissional para a integração do jovem nessa era de inteligência virtual.

Em segundo lugar, a falta de planejamento educacional, na intenção de incluir os discentes nessa nova metadologia, que visa o preparo do aluno para o mercado de trabalho também é um problema. Isso decorre desde a crise política e econômica no ano de 2014, pois houve sucessivos cortes na educação, que prejudicaram a infraestrutura e a qualificação do ensino público, com base no site O Globo. Portanto, como mecanismo reparador da desigualdade financeira no Brasil, o Estado deve oferecer cursos técnicos adjunto com o Ensino Médio, na intenção de melhorar as oportunidades de empregos do jovem no futuro próximo.

Por fim, após os argumentos abordados, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Por isso, o Governo Federal com o Ministério da Educação, deve introduzir no currículo escolar, o ensino técnico profissionalizante, a exemplo do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), que prepara o discente com base em simulações do funcionamento do mercado de trabalho com base na área escolhida, por meio de disponibilidade financeira recolida em impostos, a fim de resolver a evasão escolar por questões de renda, uma vez que, essa ação irá gerar oportunidades de emprego formal após a conclusão do ensino médio.