A importância do ensino profissionalizante

Enviada em 18/07/2021

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, todos os indivíduos tem o direito à educação, ao trabalho e ao bem-estar social. Entretanto, o cenário visto em relação a desatenção da importância do ensino profissionalizante no Brasil, ainda impede que certa parcela da população desfrute de seus direitos na prática, devido não só ao déficit de cursos técnico, mas também à ineficiência do Estado.

Em primeiro plano, evidencia-se que a escassez de cursos técnicos é fator determinante para a permanência da problemática. Investir no ensino profissionalizante é essencial para o desenvolvimento do país, com o surgimento da Indústria 4.0 (internet das coisas) diversas profissões surgiram, porém, à falta de cursos profissionalizantes/especializações no Brasil deixa a desejar. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente 5% das escolas técnicas possuem especializações para as novas carreiras, como engenheiro de cibersegurança, mecânico de veículos híbridos e projetista para tecnologias 3D. Diante de tal contexto, é inadmissível que, em pleno século XXI, 95% dos cursos técnicos não possuam formação específica para os empregos do futuro, visando aumentar competitividade do país no cenário internacional.

Além disso, à ineficiência do Estado também é agravante do problema. A falta de amparo à população acaba dificultando o acesso ao ensino profissionalizante, muitas vezes sem condições de estudarem/trabalharem ao mesmo tempo, muitos optam pelo trabalho, tendo em vista que é a única fonte de renda. Esse cenário é ainda mais preocupante, visto que conforme dados do G1, 92% dos matriculados no ensino técnicos acabam desistindo por questões financeiras, assim deixam de conquistarem a ascensão social e uma melhor qualidade de vida, portanto, investir em educação profissionalizante é muito mais do que apenas ensinar uma profissão, é mudar todo um ciclo social. Nesse sentido, medidas são necessários para resolução deste empasse.

Fica evidente, portanto, que ainda há empecilhos para garantir a construção de um mundo melhor. Dessa forma, o Governo em parceria com o Ministério do Trabalho,  financie e desenvolva mais cursos técnicos, por meio da construção de novas escolas técnicas e da contratação de mais professores, com objetivo de aumentar a formação profissional da população e aumentar a competitividade no mercado internacional. Além disso, cabe ao Estado proporcionar um bolsa estudantil aos alunos matriculados nas escolas técnicas que trabalham e possuam menos de um salário mínimo por mês, visando uma diminuição do índice de desistência por questões financeiras. Dessa forma, o Brasil poderá superar a problemática e garantir não só na teoria, mas também na prática a DUDH.