A importância do ensino profissionalizante

Enviada em 18/07/2021

A ascensão da Quarta Revolução Industrial, ao englobar a tecnologia no contexto do trabalho, reformulou o ofício do homem no ambiente laboral, fator que demarca a obsolescência da função mecânica do trabalhador e dá ênfase ao papel de indivíduo pensante do ser humano na atividade trabalhista, o que demanda capacidade de atuação e excelência profissional do homem. Mediante ao exposto, ao observar as mudanças do mercado de trabalho e a evolução das exigências de atuação, constata-se a importância do ensino profissionalizante. Por isso, graças à competição do trabalhador com as novas ferramentas tecnológicas e à manutenção da harmonia em meio às relações da sociedade, a pauta se mostra pertinente ao contexto social.

Em primeiro plano, a substituição do ofício mecânico do homem pela maquinofatura corrobora a conjectura. Nesse sentido, o fortalecimento do modelo de produção Toyotista, formulado no Japão, no qual o papel do trabalhador se distancia do trabalho braçal, sucedido por aparelhos robotizados, e se aproxima da atividade intelectiva, ampliou a exigência por múltiplas funções no ambiente laboral. Dessa maneira, a partir do momento em que a da ocupação do ser humano como ferramenta de produção é reposta pela atuação cognitiva, o ensino profissionalizante, ao enriquecer o leque de habilitações, passa a ser um instrumento fulcral à capacitação ao mercado de trabalho. Logo, graças ao remodelamento das relações trabalhistas, a qualificação individual é um mecanismo fundamental.

Ademais, a manutenção de relações sociais harmoniosas torna o debate, ainda mais, importante. Nesse viés, segundo Emile Durkheim, sociólogo francês, a sociedade se compara a um organismo vivo, no qual todas as parcelas se interligam para manter a “homeostase”. Desse modo, no instante em que o ensino profissionalizante, ao melhorar a qualidade de vida da população e diminuir o desemprego, auxilia a manter o equilíbrio em meio às relações laborais na sociedade, a qualificação profissional se torna um atuante na manutenção da estabilidade das interações no ambiente de trabalho e social. Assim, graças aos debates provenientes da temática, são necessários agentes interventores.

Portanto, depreende-se que o ensino profissionalizante é uma pauta fundamental ao desenvolvimento nacional e necessita de incentivos. Sendo assim, o Estado, junto ao Ministério da Educação, deve, por meio de investimento capital em programas de capacitação, como o SENAI, expandir e democratizar a qualificação profissional em meio à população, a fim de formar um território ocupado por habitantes habilitados e multifuncionais, hábeis a atuar no mercado e fortalecer a economia do país e, consequentemente, fazer com que o Brasil se adeque às relações laborais contemporâneas, trazidas junto à Quarta Revolução Industrial.