A importância do ensino profissionalizante
Enviada em 24/07/2021
O filósofo Platão afirma, em sua teoria, que o importante não é só viver, mas viver bem. Sob essa ótica, a inserção do indivíduo no mercado de trabalho emerge de maneira a garantir uma vida confortável financeiramente. Dessa forma, surge a importância da institucionalização do ensino profissionalizante no Brasil como forma de fomentar a produção de conhecimento técnico e de dirimir as desigualdades socioeconômicas, por meio da formação voltada para a capacitação do sujeito.
A princípio, é notória a necessidade de valorização da educação técnica para o desenvolvimento científico nas diversas áreas do conhecimento. Nesse viés, segundo Immanuel Kant, o alcance da maioridade intelectual faz-se a partir da produção individual de pensamento, por meio do qual é possível o progresso no ambiente acadêmico e filosófico. Dito isso, o ensino profissionalizante possui potencial máximo para atingir essa maturidade intelectual e financeira, haja vista o contato precoce dos jovens com habilidades essenciais no mercado de trabalho, tais quais pensamento crítico e comprometimento. Assim, os indivíduos capacitados com tais habilidades tornar-se-ão capazes de promover avanços significativos no ambiente de trabalho, por meio de pesquisas inovadoras e trabalhos práticos.
Outrossim, a valorização de cursos técnicos auxilia na mitigação das desigualdades na inserção dos indivíduos no meio financeiro e profissional. Nesse sentido, o primeiro artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Todavia, populações economicamente desfavorecidas não são agraciadas, muitas vezes, com a dignidade da alimentação ou recursos vitais para sua integridade física devido a falta de capital. Sendo assim, o ensino profissionalizante mostra-se como um remediador da má distribuição de renda, uma vez que oferece a possibilidade da captação de meios para a sustentação própria.
Impende, pois, a ampliação de cursos de capacitação pelo Brasil. Para isso, faz-se premente que o Ministério da Educação (Mec) elabore projetos de reestruturação do ensino técnico, por meio do investimento em equipamentos e indumentárias nas escolas públicas, a exemplo dos institutos federais, com o fito de preparar o sujeito para o mercado de trabalho. Por conseguinte, será possível promover o desenvolvimento técnico nacional e, consequentemente, atenuar as desigualdades socioeconômicas no país para que a população adquira condições mínimas de viver bem, como afirmara Platão.